2008-03-04

Subject: Quando as cobras caem das árvores ...

 

Quando as cobras caem das árvores ...

 

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Os investigadores que estudam a agilidade das cobras arbóreas em temperaturas baixas, começaram a entrar nos detalhes sobre o quando e como estes répteis caem das suas árvores.

As cobras, como todos os animais de sangue frio, não conseguem controlar a temperatura corporal. Em vez disso, tendem a seguir as condições ambientais, abrandando o seu movimento à medida que a temperatura desce.

Particularmente com temperaturas baixas, alguns répteis tornam-se completamente imóveis, o que pode causar alguns problemas. Um surto de temperaturas especialmente baixas este Inverno na Florida, por exemplo, levou as iguanas a cair dos seus lares arbóreos.

Para investigar esta situação, o biólogo Gary Gerald, e os seus colegas da Universidade de Miami em Ohio, registaram as velocidades, posturas corporais e capacidades de manutenção do equilíbrio de cobras Elaphe guttata sobre ramos horizontais a temperaturas de 10°C, 20°C e 30°C. 

As cobras foram expostas às temperaturas durante duas horas antes de serem encorajadas a atravessar os ramos, que tinham diâmetros variáveis, entre 3, 6 e 10 centímetros, num laboratório climatizado.

Observadores estavam localizados debaixo dos ramos para apanhar as cobras se elas caíssem e uma almofada de segurança foi colocada debaixo desta árvore artificial, para o caso dos observadores não conseguirem apanhar uma cobra em queda.

A equipa relata a sua experiência na revista Journal of Experimental Zoology, onde revela que a temperaturas mais elevadas as cobras se deslocam mais rapidamente e estendiam-se mais ao longo dos ramos de todos os diâmetros. A temperaturas mais baixas, as cobras deslocavam-se mais lentamente e adoptavam uma postura encaracolada, com os corpos enroscados nos ramos de forma a aumentar a estabilidade.

 

As cobras tinham 10 vezes mais probabilidades de cair com as temperaturas baixas do que com temperaturas mais elevadas, ainda que ainda estivessem activas. As quedas e a postura enroscada indicam que a temperatura pode ter um efeito tanto no equilíbrio como na actividade, relatam os investigadores.

As cobras dos climas mais frios não foram particularmente cooperantes nesta experiência. Talvez sabendo o que as esperava, frequentemente nem tentavam atravessar os ramos. Nestes casos de insubordinação os investigadores tinham que fazer cócegas nas caudas das cobras para as fazer deslocar-se.

Ao contrário do que nos diria o senso comum, as cobras de climas mais frios tinham tendência para cair de ramos mais finos com menos frequência do que dos ramos mais espessos, talvez porque conseguiam fazer mais anéis em volta de uma superfície mais estreita.

A sua agilidade em ramos finos dá às cobras uma vantagem sobre outros animais arborícolas, diz Gerald. "As pessoas pensam frequentemente que as cobras perdem por não terem patas mas nas árvores não há dúvida que estão um passo à frente."

O estudo pode ajudar a explicar alguns aspectos da ecologia reptiliana. “Que tantas das cobras caiam quando está frio pode ajudar a explicar porque existem tão poucas espécies arbóreas fora da zona tropical", diz o biólogo e perito em cobras voadoras John Socha, da Universidade de Chicago no Illinois.

 

 

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