2008-03-01

Subject: O antigo legado do HIV

 

O antigo legado do HIV

 

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Uma importante proteína antiviral, que tem como alvo a família de vírus onde se inclui o HIV, parece ter evoluído duas vezes em primatas não humanos, descobriram os investigadores.

Uma das versões da proteína evoluiu algures entre há 5 e 10 milhões de anos, sugerindo que estes vírus desempenharam um papel importante na evolução dos primatas.

Já se sabia que os macacos-da-noite do Novo Mundo (género Aotus) tinham uma proteína, conhecida por TRIMCyp, que os defende do HIV-1 e de outros membros da família lentivírus. 

Recentemente, cinco grupos de investigação relataram ter, independentemente, encontrado uma proteína semelhante em várias espécies de primatas do Velho Mundo. Existem diferenças suficientes entre as proteínas dos macacos do Velho e do Novo Mundo para que os investigadores pensem que evoluíram de forma independente.

Nos macacos do Velho Mundo, a TRIMCyp foi encontrada, até agora, em macacos cauda-de-porco Macaca nemestrina, macacos de cauda longa M. fascicularis em em alguns macacos Rhesus (M. mulatta). Estes macacos do género Macaca divergiram todos a partir de um ancestral comum há cerca de 5 milhões de anos, logo é provável que a proteína tenha pelo menos essa idade.

No estudo mais recente, publicado na revista PLoS Pathogens, Welkin Johnson, da Escola Médica de Harvard, relata que a proteína está ausente num primata do Velho Mundo aparentado com eles, o mangabei de nuca branca Cercocebus atys. Este primata separou-se da linhagem do género Macaca há cerca de 10 milhões de anos.

“A implicação destes resultados é que existem epidemias lentivirais em primatas desde há cinco ou dez milhões anos", diz Johnson.

 

Os retrovírus de primatas têm demonstrado a sua capacidade de penetrar na população humana e causar pandemias em muitas ocasiões. Alguns investigadores estimam que o HIV-1 já tenha atravessado a barreira da espécie de chimpanzés para humanos seis ou mais vezes.

A idade da família dos lentivírus de primatas já tem vindo a ser debatida, com alguns a acreditar que tem apenas alguns milhares de anos, diz Michael Emerman, que estuda evolução viral no Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson em Seattle, Washington. As novas descobertas apoiam a hipótese de que as epidemias têm vindo a atormentar os primatas desde há milhões de anos, diz ele.

A evolução convergente da TRIMCyp demonstra a importância das defesas retrovirais durante a evolução dos primatas, diz Nathan Wolfe, um investigador de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, Los Angeles. “Quando observamos evidências da evolução convergente na natureza, é quase sempre um sinal de uma força selectiva bastante forte. Realmente enfatiza como os retrovírus são importantes para a evolução dos primatas não humanos." 

 

 

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