2004-02-06

Subject: Desaparecimento de lontras do Alaska um mistério 

News of the Wild

 

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Desaparecimento de lontras do Alaska um mistério 

 

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Quando, em meados do século XVIII, os exploradores russos viram as lontras marinhas nas águas das ilhas Aleutas, ao largo do Alaska, souberam imediatamente que tinham descoberto uma mina de ouro. O pêlo da lontra é "tão superior em comprimento, beleza, cor negra e brilho ao da lontra do rio, que não há comparação", escreveu o naturalista alemão Georg Steller, que acompanhou o lendário marinheiro Vitus Bering nas suas expedições ao Alaska.

Os caçadores russos e americanos virtualmente exterminaram a população de lontras marinhas do Alaska, cuja pelagem luxuriante ficou conhecida como "ouro macio". As lontras foram salvas da extinção em 1911, quando um tratado internacional baniu a sua caça comercial. 

Mas as lontras marinhas estão novamente a desaparecer do arquipélago das Aleutas e do sudoeste do Alaska, desta vez, sem uma explicação óbvia. 

A população de lontras marinhas do Alaska era de 100000 a 137000 nos anos 80 do século XX, com especial incidência nas Aleutas e sudoeste do Alaska. Mas entre 1992 e 2000 estes números diminuíram 70%, segundo o U.S. Fish and Wildlife Service. Algumas populações nas Aleutas estão reduzidas a algumas centenas de animais, cerca de 5% dos níveis dos anos 80 do século passado. 

O seu desaparecimento pode causar vastos problemas ecológicos, por perturbar a cadeia alimentar das frias águas costeiras do Alaska: as lontras alimentam-se de ouriços do mar, que, por sua vez, se alimentam de kelp. Sem as lontras para controlar a população de ouriços, as florestas subaquáticas de algas estão a desaparecer, alertam os cientistas. 

Existem agora vastas áreas das Aleutas totalmente despidas de algas, diz Jim Estes, perito em lontras marinhas, o que pode ter sério impacto nos peixes que vivem nessas florestas. 

Apesar de não haver respostas óbvias, algumas teorias já foram propostas para explicar o problema das lontras marinhas. Um teoria culpa as alterações climáticas por alterar o equilíbrio predador/presa. Outra teoria culpa a acumulação de contaminantes, incluindo os que são transportados de latitudes mais a sul pelas correntes marinhas e atmosféricas. Outra ainda, refere o conflito com navios de pesca comercial. 

 

Uma teoria controversa, avançada por Estes e outros colegas, alegam que a caça generalizada à baleia que durou até aos anos 70 do século passado, terá despoletado um colapso em cascata dos mamíferos marinhos do Pacífico norte. Segundo esta teoria, as orcas agora caçam lontras marinhas pois as suas presas naturais, outras baleias, leões marinhos e focas, são raras. 

Muitos ambientalistas acusam a administração Bush de não fazer o suficiente para proteger as lontras. Duas associações conservacionistas processaram o governo federal americano em Dezembro passado, para conseguir que a população em redução de lontras seja listada como ameaçada. 

As associações, Center for Biological Diversity e a Turtle Island Restoration Network, já tinham submetido uma petição em 2000, com o mesmo objectivo. Temos estado a tentar trabalhar com a aministração Bush ao longo de 3 anos, mas nada foi feito, explica Brent Plater, advogado do Center for Biological Diversity. O Alaska office of the U.S. Fish and Wildlife Service respondeu, referindo que em Setembro de 2002 já propôs as lontras para a Endangered Species Act, proposta que ainda está a ser avaliada. 

Para os pescadores comerciais, o espectro de novas medidas de protecção às lontras marinhas ainda não causam preocupação pois ninguém culpa a pesca comercial directamente pelo declínio, dizem representantes desta industria. A pesca já tinha sido reduzida para proteger o leão marinho de Steller do Alaska, após a sua listagem como ameaçado em 1997. 

Estes diz que as lontras marinhas merecem a mesma protecção que a fornecida aos leões marinhos. O efectivo de leões marinhos desceram cerca de 85% desde 1960, mas as lontras estão, pelo menos, em tão má situação como eles, diz Estes, e os números continuam a descer. É tudo muito desencorajador. 

 

 

Saber mais: 

Friends of the Sea Otter (FSO)

Help Save The Sea Otters

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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