2008-02-25

Subject: Krill observado em profundidade

 

Krill observado em profundidade

 

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O krill antárctico foi observado através de câmaras de vídeo no fundo do oceano Antárctico, uma profundidade muito superior à onde geralmente se encontra.

Os pequenos crustáceos foram observados a mergulhar de cabeça no sedimento do fundo, levantando-o para se alimentar dos vestígios de fitoplâncton que atingem o fundo do mar.

Esta existência de profundidade mostra que o krill Euphausia superba é bem mais bravo do que antes se imaginava. "Fisiologica e comportamentalmente, o krill é muito mais flexível do que antes pensávamos", diz Andrew Clarke, do British Antarctic Survey de Cambridge.

Os pequenos animais semelhantes a camarões viviam apenas nos primeiros 150 metros das águas antárcticas, pensava-se, onde se alimentava do fitoplâncton que vive nas águas iluminadas, mas um veículo operado remotamente, o ISIS, capturou em vídeo o krill a nadar mesmo acima do fundo do mar, a cerca de 3 mil metros de profundidade.

O krill estava a alimentar-se dos restos de fitoplâncton, que tombam para o fundo do oceano uma vez por ano depois do seu florescimento de Primavera. Os investigadores pensam que o krill pode ter descido em busca de comida: “Eles seguiram uma fonte de alimento até ao fundo do mar", diz Clarke, que apresentou a descoberta na revista Current Biology, em conjunto com Paul Tyler do National Oceanography Centre de Southampton.

A descoberta foi completamente acidental, pois o navio onde seguiam tinha realizado uma missão geológica em busca de estruturas glaciares em águas profundas.

O krill é uma importante fonte de proteínas para muitas espécies marinhas, são uma das espécies mais importantes na base da cadeia alimentar.

Mas as implicações deste comportamento recém-descoberto na cadeia alimentar são desconhecidas, diz Clarke. Não é provável que o krill do fundo do oceano represente um fornecimento de comida desconhecido, apenas uma pequena porção do krill vai lá para baixo. 

 

Os seus predadores habituais teriam dificuldades em apanhá-los a tão grande profundidade. “É muito mais profundo do que um cetáceo normal iria", diz Clarke. Já os pescadores não devem ir tão fundo em busca de krill pois o tipo de topografia destruiria as redes.

Muito do krill que mergulhou a tão grande profundidade eram fêmeas prestes a desovar, o que é estranho dizem os investigadores. As fêmeas do krill pensa-se que desovem à superfície, pois em profundidade os ovos devem ficar enterrados antes que choquem. "Desovar perto do fundo é um suicídio biológico", diz Andrew Brierley, perito em biologia do krill da Universidade de St Andrews, "Por isso não se percebe o que estas mães estão a fazer tão fundo."

Brierley diz que a descoberta revoluciona a nossa visão da biologia do krill. "É espantoso descobrir krill vivo e a funcionar bem a profundidades tão grandes."

O trabalho mostra que "ainda existem descobertas fundamentais a fazer", diz Brierley. Até que mais krill seja visto em profundidade vai ser difícil fazer afirmações gerais sobre o comportamento da espécie, diz ele.

Agora é tempo de procurar noutros locais conhecidos pela riqueza em krill e verificar se também lá os animais estão a comer fitoplâncton nas profundezas. 

 

 

Saber mais:

Caça à baleia levou pinguins a comer krill

Cadeia alimentar antárctica em perigo

British Antarctic Survey

 

 

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