2008-02-19

Subject: Osgas inspiram ligaduras internas

 

Osgas inspiram ligaduras internas

 

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As osgas, lagartos muitas vezes conhecidos por geckos, ajudaram a inspirar os cientistas do Massachusetts a desenvolver uma ligadura adesiva à prova de água para ferimentos internos ou cirúrgicos.

A ligadura tem uma microestrutura semelhante à que torna as patas das osgas incrivelmente aderentes, permitindo-lhes trepar pelas paredes e pelos tectos.

Sobre esta microestrutura há um revestimento fino de cola que ajuda a ligadura a aderir em ambientes internos húmidos.

A investigação vem relatada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. 

A equipa do Massachusetts Institute of Technology que está por trás deste trabalho diz que a ligadura tem o potencial para se tornar crucial nos teatros de operações. A ligadura é biodegradável e dissolve-se com o passar do tempo, não havendo necessidade de ser retirada.

A sua taxa de degradação, bem como a microestrutura e elasticidade podem ser 'afinadas', o que, potencialmente, pode permitir muitas aplicações médicas distintas. Segundo os investigadores, estas possibilidades incluem tapar um orifício devido a uma úlcera ou voltar a selar o intestino depois da remoção de um segmento por qualquer tipo de tratamento.

Dado que pode ser dobrada e desdobrada, a ligadura também tem o potencial para ser usada em processos minimamente invasivos, difíceis de coser pois são realizados através de uma incisão muito pequena.

A ligadura é formada por uma bioborracha inventada pela equipa do MIT, que tem as mesmas estruturas minúsculas em forma de vales e colinas que existem nas patas das osgas.

Várias combinações foram testadas em tecidos de porco e a mais aderente foi a que era formada por pilares espaços apenas o suficiente para agarrar e entrecruzar com o tecido adjacente.

 

Seguidamente, os investigadores acrescentaram uma camada muito fina de cola à base de açúcar para criar uma ligação forte, mesmo numa superfície molhada.

O investigador Jeff Karp refere: "Fomos inspirados pela osga para criar uma interface com padrões, de forma a aumentar a área superficial de contacto e assim a força total de adesão."

Testes em ratos mostraram que a nova ligadura forma fortes ligações e provocava uma reacção imunitária mínima, que não deve ser um problema significativo no contexto clínico.

Kellar Autumn, do Lewis & Clark College, Oregon, comenta: "Tudo isto é muito entusiasmante porque mostra que podemos ir para além da natureza para criar designs que nunca evoluíram e sugere que os adesivos das osgas terão uma vasta aplicação na medicina do futuro."

No entanto, ele diz que a nanostructura desenvolvida pelo MIT é relativamente primitiva quando comparada com as patas das osgas e, consequentemente, não tão adesiva.

Os investigadores anunciaram no ano passado que tinham combinado as propriedades adesivas de osgas e mexilhões para criar uma nova super-cola baptizada geckel, que acreditam tem potencial para as aplicações médicas.

O geckel é feito de um revestimento de silicone fibrosa, semelhante em estrutura às patas das osgas, e de um polímero que imita a 'cola' usada pelos mexilhões. 

 

 

Saber mais:

MIT

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