2008-02-14

Subject: HIV nunca poderá ser curado

 

HIV nunca poderá ser curado

 

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Mesmo os melhores medicamentos disponíveis na actualidade não conseguem arrancar o HIV de todos os seus esconderijos no corpo, considera um novo estudo agora conhecido, realizado em doentes infectados com HIV nos Estados Unidos. A descoberta parece confirmar as suspeitas dos médicos de que uma vez o vírus instalado, nunca mais pode ser completamente erradicado do corpo.

Após anos de agressivos tratamentos com medicamentos, o vírus continua escondido em reservatórios significativos, particularmente nos tecidos que rodeiam o tubo digestivo. As células desses tecidos, que são uma componente do sistema imunitário conhecida por tecido linfóide associado ao tubo digestivo, permanecem infectadas mesmo que o paciente pareça estar a levar uma vida saudável.

Muitos pacientes com HIV conseguem gerir a sua infecção com um cocktail de medicamentos conhecido por terapia anti-retroviral (TAR). Esta terapia pode reduzir a 'carga viral', ou seja, a quantidade de vírus em circulação no plasma, para níveis indetectáveis.

Mas este novo estudo mostra que mesmo em pacientes não-infecciosos como esses o vírus continua escondido nos tecidos do tubo digestivo e continua a infectar outras células imunitárias no sangue.

"Pode nunca ser possível erradicar completamente o vírus do corpo, mesmo que as pessoas estejam a passar bem", diz Anthony Fauci, director do National Institute of Allergy and Infectious Diseases de Bethesda, Maryland, que liderou a investigação. Ele acrescenta, no entanto, que isso não signifique que os pacientes tenham maior probabilidade do que se pensava de transmitirem a doença a outros.

A descoberta salienta o estatuto do HIV de infecção incurável, ainda que em muitos casos os médicos sejam capazes de travar o surgimento da SIDA dando aos pacientes doses sustentadas de medicamentos.

De facto, os medicamentos actuais são tão eficazes que a maioria diz que o HIV deve agora se visto como uma doença crónica que exige gestão durante toda a vida, tal como a diabetes ou a hipertensão. "Não é uma sentença de morte", diz Deenan Pillay, do University College de Londres, perito em tratamentos antivirais.

 

No início deste mês, a Comissão Nacional da SIDA da Suiça quebrou as convenções ao declarar que os pacientes HIV-positivos que tinham tido tratamento anti-retroviral bem sucedido podiam ser declarados não-infecciosos através do sexo. Outras agências de saúde ainda mantêm que a única forma segura de impedir a transmissão do HIV é o sexo seguro com preservativo.

Os novos resultados mostram que mesmo os medicamentos mais modernos não impedem a replicação do vírus em certos tecidos do corpo, diz Pillay. "Sempre soubemos que os paradigmas de tratamento actuais não eram suficientes. Pelo menos isto serviu para mostrar que ainda temos mais caminho a percorrer."

Fauci estudou 8 pacientes com HIV, que tomavam medicamentos TAR há vários anos, num caso há quase uma década. Todos estavam de boa saúde, com níveis baixos de vírus no plasma mas quando os investigadores fizeram biopsias do tecido linfóide do tubo digestivo descobriram que o HIV continuava presente e os níveis das células CD4+ (as células atacadas pelo vírus) eram inferiores ao normal.

Os investigadores também comparam o DNA do HIV encontrado no tubo digestivo com o DNA do HIV encontrado nos linfócitos e descobriram que eram muito semelhantes, indicando que os dois tecidos estavam sempre a reinfectar-se mutuamente com a replicação do vírus. O reservatório do tubo digestivo não está isolado do resto do corpo, portanto.

Pillay considera que os testes de HIV devem ser feitos por mais pacientes que revelem sintomas semelhantes ao da gripe, que surgem no início da infecção, numa tentativa de identificar mais pessoas que tenham acabado de ser expostas ao vírus. Como o vírus coloniza os tecidos do tubo digestivo logo no início da infecção, a intervenção rápida pode reduzir a dimensão deste reservatório. Isso, por sua vez, pode tornar mais fácil manter os níveis de vírus no plasma mais baixos durante a doença.

 

 

Saber mais:

National Institute of Allergy and Infectious Diseases

UCL Infection and Immunity

 

 

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