2004-02-04

Subject: Ratos produzem esperma de macaco 

News of the Wild

 

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Em destaque:

Ratos produzem esperma de macaco 

 

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Foram usados ratos para produzir esperma viável de macaco através de um transplante de tecido dos testículos de macacos. Os cientistas americanos responsáveis pelo processo esperam que o seu trabalho possa um dia ajudar a preservação de animais que enfrentam extinção. Pode também ser possível produzir esperma humano, apesar de reconhecerem que este seria um passo controverso. 

Já em 2002 a mesma equipa tinha produzido esperma de cabra e de porco a partir de ratos. Tinha sido a primeira vez que esperma tinha sido produzido fora do animal original. Este último procedimento envolve o transplante de uma pequena porção de tecido testicular de um macaco Rhesus imaturo, para debaixo da pele de um rato de laboratório. 

Ina Dobrinski, da Universidade da Pennsylvania, e seus colegas, transplantaram o tecido para ratos com um sistema imunitário deficiente, para que não fosse rejeitado. Iniciámos este trabalho com testículos de macaco após o sucesso que tivemos com animais domésticos, explica a professora Dobrinski. 

Após 7 meses, os implantes de testículo no dorso dos ratos começaram a produzir esperma viável. O transplante de tecido testicular parece ter funcionado devido ao facto de o rato hospedeiro ter sido castrado, diz Dobrinski. Isto aumenta os níveis de hormonas cerebrais que estimulam a produção de esperma, pelo que o tecido jovem cresce rapidamente. Espera-se que a técnica funcione igualmente bem com tecido adulto. 

O grupo de investigadores vai agora tentar o mesmo procedimento em tecido testicular de gato doméstico, como teste para a conservação de grandes felídeos ameaçados que raramente sobrevivem até à idade reprodutiva em cativeiro. 

 

A técnica pode também produzir descendência de outras espécies ameaçadas ou de gado doméstico valioso, mesmo que apenas existam machos imaturos. Este último trabalho com Primatas vai também ajudar a reduzir o número destes animais usados em laboratórios. 

O principal benefício desta técnica é o facto de fornecer um sistema para o estudo e a manipulação da espermatogénese em Primatas, minimizando a necessidade de experimentação nestes animais, diz Dobrinski. 

Pelo menos em teoria, o tecido testicular humano transplantado para ratos pode também produzir esperma. A técnica pode também fornecer uma forma de testar toxinas e contraceptivos, e seu efeito no desenvolvimento dos espermatozóides. Rapazes adolescentes que sofrem tratamentos de cancro, que os tornam estéreis, podem vir a beneficiar desta técnica, sugere Dobrinski, pois o seu tecido testicular pode ser removido e implantado em ratos, antes do tratamento. 

 

 

Saber mais: 

Ina Dobrinski

Biology of Reproduction

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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