2008-01-28

Subject: Gates financia desenvolvimento agrícola

 

Gates financia desenvolvimento agrícola

 

   

A Fundação Bill & Melinda Gates de Seattle, Washington, anunciou na sexta-feira um pacote de financiamento totalizando US$306 milhões destinado a aumentar a produtividade e os lucros da agricultura nos países em vias de desenvolvimento.

A maioria do dinheiro irá para a Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA), que tenciona melhorar os solos em mais de 6,3 milhões de hectares de terrenos agrícolas no continente. Para além dos $164,5 milhões que a AGRA recebeu da fundação, também irá receber $15 milhões da Fundação Rockefeller de Nova Iorque.

Todos os anos desde há 30 anos, o hectare médio de terra cultivada na África subsaariana perdeu 22 Kg de azoto, 2,5 Kg de fósforo e 15 Kg de potássio, levando à queda da produção.

Ao mesmo tempo as populações cresceram rapidamente, levando a uma divisão ainda mais pequena das terras herdadas. Os talhões menores forçaram os agricultores a agarrar-se à colheita mais eficiente para a localização, frequentemente o trigo, para alimentar as famílias, em vez de fazer uma rotação que permitiria à terra recuperar.

A prática de deixar repousar a terra tornou-se rara e os fertilizantes são demasiado caros. A urbanização gradual também não ajuda pois os alimentos deslocam-se para as cidades mas as fezes não fazem o percurso inverso de volta à terra.

 

Os peritos no campo há muito que acreditavam que a Fundação Gates tencionava canalizar mais recursos para o desenvolvimento agrícola mas não havia certezas quanto aos montantes.

Os restantes fundos de Gates serão divididos entre organizações que desenvolvem tecnologias de micro-irrigação para os pequenos agricultores indianos, aumentar a produção de café de alta qualidade no Quénia e noutros países e aumentar o acesso dos criadores de gado leiteiro ao mercado no Bangladesh. O International Rice Research Institute (IRRI) de Manila, também irá receber $19,8 milhões ao longo de 3 anos, a maior injecção de dinheiro na investigação sobre arroz desde há décadas.

Algum do dinheiro será usado para disseminar o arroz tolerante às cheias desenvolvido pelo instituto e já em uso na Índia, Bangladesh e em África. A tolerância à cheia depende apenas de um gene, pelo que esta variedade foi fácil de obter.

Outros fundos irão para projectos que procuram genes para a tolerância à salinidade e à seca. A primeira deve ser relativamente simples porque já existem variedades de arroz que vivem em água salobra mas o arroz não vive naturalmente em condições de secura como as toleradas pelo milho. 

 

 

Saber mais:

Mundo enfrenta bomba-relógio de arsénico

Minhocas alteram a química do solo

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2008

Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com