2007-12-22

Subject: Descoberto ancestral terrestre das baleias

 

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Descoberto ancestral terrestre das baleias

 

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Investigadores analisaram fósseis do que parece ser o elo perdido entre as baleias e os animais terrestres.

O fóssil ajuda a mostrar como os cetáceos, incluindo baleias, golfinhos e botos, podem ter evoluído a partir de artiodáctilos (mamíferos com cascos e dedos em número par) há cerca de 50 milhões de anos.

A pista dos dentes aponta para que o animal, que já vivia parte do tempo na água, ainda preferia plantas terrestres ao peixe, indicando que provavelmente ia para a água para fugir a predadores e não em busca de alimento.

Hans Thewissen, da Escola de Medicina das Universidades do Nordeste do Ohio em Rootstown, examinou fósseis de um pequeno artiodáctilo pertencente a um grupo conhecido por raoelídeos e que se encontra em Caxemira, Índia. O animal, do género Indohyus, assemelha-se a um mini veado e provavelmente andava na água como um hipopótamo. 

Esta descrição não faz lembrar uma baleia mas o Indohyus tem semelhanças com elas e com outros cetáceos que não tinham sido observadas antes em raoelídeos ou noutros artiodáctilos. O fóssil tem uma espessa cobertura de osso, o invólucro, sobre o espaço do ouvido médio e, até agora, esta estrutura apenas tinha sido observada em cetáceos.

A equipa de Thewissen também analisou os dentes do Indohyus, para descobrir a sua dieta. Tem havido aceso debate sobre se os dentes dos cetáceos se tinham adaptado à carnivoria antes ou depois de se terem tornado aquáticos.

Os níveis dos diferentes isótopos de carbono e oxigénio no esmalte dos dentes dos animais terrestres diferem dos dos animais aquáticos devido à diferente composição isotópica dos alimentos e água que ingerem. 

Os dentes do Indohyus têm níveis mais elevados de carbono-13 do que é característico das baleias do Eoceno, sugerindo que se alimentava, pelo contrário, de plantas terrestres. "Gostávamos de saber com mais detalhe o que comia", diz Thewissen. "Isótopos encontrados nos dentes indicam que não era vegetação submersa mas ainda vamos estudar isso com mais cuidado no futuro."

 

Outra pista para a forma como o Indohyus vivia pode ser encontrada nos ossos das patas, que são pesados e espessos, da mesma forma que os dos hipopótamos. Isto sugere que o animal andava na água, com ossos pesados que ajudam a impedir que flutuasse. 

Com base nestas evidências, Thewissen sugere que os ancestrais das baleias avançaram para a água como mecanismo de defesa contra os predadores e não desenvolveram comportamentos de alimentação aquática específicos até muito mais tarde.

O paleontólogo Jonathan Geisler, da Universidade do Sul da Geórgia em Statesboro, já tinha identificado uma ligação entre os raoelídeos e as baleias mas as suas evidências baseavam-se apenas em pequenos fragmentos de dentes. Este novo estudo solidifica a associação, diz ele.

"O que é mesmo importante acerca destes fósseis é que parecem confirmar a hipótese de que o ancestral dos cetáceos se tornou semi-aquático antes de desenvolver dentes especializados para comer peixe", diz Geisler.

 

 

Saber mais:

Hans Thewissen

Golfinhos com quatro barbatanas podem demonstrar origem terrestre

Encontrado fóssil excepcional de ancestral das baleias

Baleias e hipopótamos - primos improváveis

 

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