2007-12-18

Subject: Rato gigante encontrado em 'mundo perdido' / Salmão selvagem ameaçado de extinção

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

Mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta imensa rede!

 

Em destaque:

Rato gigante encontrado em 'mundo perdido' 

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo

Nas selvas montanhosas da Nova Guiné foi descoberto um roedor gigante, com 5 vezes o tamanho de um rato vulgar. O rato gigante de Mallomy pesa 1,4 Kg e é uma das duas espécies de mamífero que se pensa serem novas para a ciência e foram documentadas numa expedição a uma zona apelidada de 'mundo perdido'.

Os conservacionistas também descobriram um opossum pigmeu, um dos marsupiais mais pequenos do mundo, na viagem para a remota província norte da Papua, Indonésia. Ambos estão agora a ser estudados para se determinar se correspondem realmente a uma nova espécie.

"É confortante saber que existe um lugar na Terra tão isolado que permanece intacto para a natureza selvagem", referiu Bruce Beehler, líder da expedição. A viagem foi a segunda vez que a Conservation International (CI) visitou as montanhas Foja, parte da bacia de Mamberamo, a maior floresta tropical intocada da região Ásia-Pacífico. 

Em 2005, a área tinha sido intitulada 'mundo perdido' após os cientistas terem descoberto dúzias de novas espécies de plantas e animais na densa selva.

Durante a viagem mais recente, em Junho deste ano, cientistas acompanhados por uma equipa de filmagens conseguiram documentar as paradas nupciais pássaro-jardineiro de fronte dourada Amblyornis flavifrons e da ave do paraíso de bico em foice Epimachus fastuosus

opossum pigmeuTambém registaram a espécie Melipotes carolae, documentada pela primeira vez na expedição de 2005 e conhecido apenas nas montanhas Foja. A ave, com uma grande mancha laranja na face, foi a primeira espécie de ave a ser avistada na ilha da Nova Guiné em mais de 60 anos.

Outro velho amigo capturado em filme foi a "perdida" ave do paraíso de Berlepsch Parotia berlepschi. A ave de peito dourado iridiscente foi "redescoberta" em 2005 por peritos da CI após mais de 20 anos sem um avistamento confirmado por um cientista ocidental.

No entanto, as descobertas mais surpreendentes da viagem foram as duas novas espécies de mamífero, o opossum pigmeu do género Cercarteus e o rato gigante de Mallomys, que não tem medo dos humanos e veio várias vezes até ao acampamento. 

 

Outras Notícias:

Salmão selvagem ameaçado de extinção

O salmão selvagem da costa ocidental do Canadá está a ser conduzido à extinção por parasitas trazidos pelos peixes das quintas de aquacultura, refere um estudo agora conhecido.

O salmão rosado selvagem da zona do arquipélago Broughton está em declínio rápido e irá desaparecer no espaço de 10 anos se não se fizer nada, alertam os cientistas. Eles referem que a situação causa séria preocupação com a expansão global da aquacultura.

É sabido que os piolhos do mar infectam o salmão selvagem mas até agora não era certo o seu impacto sobre as populações naturais. "O impacto é tão severo que a viabilidade das populações de salmão selvagem está ameaçada", comenta o investigador principal Martin Krkosek, da Universidade de Alberta em Edmonton, Canadá.

 

Krkosek recolheu dados sobre o número de salmão rosado nos rios em volta da costa central da Columbia Britânica e comparou as populações que tinham estado em contacto com as quintas de criação de salmão com as que não tinham sido expostas, desde 1970 até à actualidade.

Usando um modelo matemático da taxa de crescimento da população, ele mostra que os piolhos do mar das quintas de criação industrial de peixe estão a reduzir o número de salmão rosado selvagem, uma espécie de salmão do Pacífico, em tal grau que os peixes podem ficar localmente extintos no espaço de 8 anos ou menos.

Krkosek refere que a taxa de crescimento está "severamente deprimida, o que significa que a probabilidade de extinção é de 100% e a única questão é quanto tempo será preciso para que isso aconteça."

@ Alexandra MortonOs cientistas dizem que as quintas de criação de salmão em rede aberta são um "paraíso" para os piolhos do mar, parasitas naturais dos peixes que se agarram à pele e músculo dos salmões. 

Peixes adultos conseguem sobreviver infestados com alguns piolhos mas os minúsculos juvenis do salmão são particularmente vulneráveis a este ataque. Eles entram em contacto com os piolhos ao nadar perto das quintas de criação que se localizam nas suas rotas migratórias dos rios para o mar.

"A criação de salmão quebra uma lei natural", explica a co-autora do estudo Alexandra Morton, directora da Salmon Coast Field Station, localizada no arquipélago de Broughton. "No sistema natural, o salmão mais jovem não é exposto aos piolhos do mar porque os adultos infectados estão em mar alto mas as quintas de criação causam uma colisão mortal entre os vulneráveis juvenis e os piolhos. Os pequenos salmões não estão equipados para sobreviver a isto e não sobrevivem."

Os cientistas consideram que existem várias soluções para o problema, incluindo a deslocação das quintas para longe dos rios usados pelos salmões selvagens e colocar os salmões de criação em em contentores completamente selados do meio, o que impediria a troca de parasitas.

Krkosek diz que o impacto das quintas de criação sobre o salmão selvagem tem sido alvo de "debate carregado, emocionalmente, politica e economicamente" no Canadá.  "O salmão é considerado um tesouro nacional mas a criação é uma oportunidade económica importante em locais onde a pesca e outros antigos recursos não estão a ir bem. Há benefícios económicos nas quintas de criação de salmão mas da forma como se está agora a fazer é danosa para o ambiente e há formas melhores de o fazer."

 

 

Saber mais:

Conservation International

Science

 

Comentar

Busca Imprimir  

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2007


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com