2007-12-14

Subject: Sémen estimula a infecção por HIV

 

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Sémen estimula a infecção por HIV

 

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Um componente encontrado no sémen pode aumentar a taxa de infecção por HIV em mais de 100 mil vezes, descobriram os investigadores. 

Os resultados, se forem confirmados em ambiente clínico, podem identificar uma nova forma de ajudar a prevenir a propagação da doença.

"Penso que se trata de uma descoberta tremenda", diz Christopher Pilcher, investigador de HIV na Universidade da Califórnia, San Francisco, mas que não esteve envolvido no estudo. "Levanta grande quantidade de questões fundamentais acerca da forma como se processa a transmissão do HIV."

Mais de 80% das infecções por HIV são adquiridas através de contacto sexual, primariamente via sémen de homens HIV-positivos. Pilcher diz que os investigadores têm vindo a estudar o papel do sémen n transmissão do HIV, mas focando-se principalmente na quantidade e tipo de vírus que contém. "Tínhamos analisado tudo menos o próprio sémen."

Agora os investigadores descobriram que os péptidos agrupados de forma a formarem longas fibras podem ser mais importantes para a transmissão do HIV do que a carga viral. “Se isso for verdade, então temos estado a olhar para o lado errado há muito tempo", diz Pilcher.

As fibras são os últimos de uma longa e crescente lista de substâncias produzidas pelo corpo e que afectam a infecção por HIV. Já este ano, Frank Kirchhoff, da Universidade de Ulm, Alemanha, e Wolf-Georg Forssmann, da IPF PharmaCeuticals de Hannover, Alemanha, relataram o isolamento de um péptido presente no sangue que inibe a entrada do HIV nas células.

Agora, Kirchhoff e Forssmann tiveram uma abordagem semelhante usando o sémen. Recolheram péptidos e pequenas proteínas do sémen e analisaram os compostos em culturas celulares para determinar os seus efeitos na infecciosidade do HIV.

Descobriram que fragmentos de uma proteína chamada fosfatase acídica prostática reforçavam fortemente a transmissão do HIV. Os péptidos eram mais activos quando se aglomeravam para formam fibras chamadas fibrilhas amilóides.

Dependendo do protocolo laboratorial utilizado, as fibras reforçavam a transmissão do vírus em apenas 30 vezes ou em mais de 400 mil vezes. 

 

Os investigadores também testaram as fibras em ratos geneticamente modificados para serem susceptíveis à infecção por HIV e descobriram que os animais injectados com as fibras e o vírus tinham 5 vezes mais DNA viral no sangue que os que apenas tinham sido injectados com HIV.

Muitas proteínas humanas podem formar fibrilhas amilóides e estas fibras estão associadas a várias doenças, incluindo Alzheimer, Parkinson e diabetes, mas nenhuma tinha mostrado afectar a transmissão viral, diz Per Westermark, que estuda as fibrilhas na Universidade de Uppsala, Suécia.

As fibras seminais capturam fisicamente o vírus HIV, descobriram os investigadores, e ajudam-no a interagir com as células hospedeiras em cultura. Isto sugere que medicamentos que impedem o HIV de se ligar às fibras poderão abrandar a propagação do vírus, diz Westermark.

Robin Shattock, investigador da Universidade St. George, Londres, também tem vindo a estudar a transmissão do HIV e diz que os resultados são promissores mas alerta para a euforia excessiva antes da realização de mais estudos clínicos. Os investigadores realizaram muitas das suas experiências com péptidos purificados, salienta ele, que podem não se comportar da mesma forma que o sémen não alterado.

"As experiências definitivas ainda não foram realizadas", diz Shattock. Ele argumenta que as fibras peptídicas precisam de ser testadas num primata não humano expondo as mucosas ao HIV na presença e na ausência de sémen. Entretanto, Pilcher espera que os estudos clínicos em humanos possam avaliar a relação entre o conteúdo em fibras e péptidos do sémen e a transmissão do HIV nos próximos anos. 

 

 

Saber mais:

Cell

Center for Disease Control- HIV Factsheet

 

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