2007-12-06

Subject: Descoberto o gene que faz o gato escaldado ter medo de água fria

 

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Em destaque:

Descoberto o gene que faz o gato escaldado ter medo de água fria

 

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A maioria das pessoas tem tendência a aprender com os seus erros e a evitar fazer as mesmas borradas novamente. Agora, investigação revela uma mutação genética que ajuda a determinar até que ponto certas pessoas estão condenadas a repetir a história.

Os toxico-dependentes, alcoólicos e jogadores compulsivos são conhecidos por terem maior probabilidade que as outras pessoas a apresentar esta mutação genética, que os deixa com menos receptores de um certo tipo no cérebro. Estes receptores, chamados D2, são activados quando os níveis do neurotransmissor dopamina descem.

A dopamina é responsável por assinalar a diversão e o prazer no cérebro mas também nos ajuda a aprender: quando tomamos uma decisão que nos dá prazer, a dopamina é uma guloseima química que insta o cérebro a repetir a escolha. A privação dessa guloseima devia, em teoria, activar os receptores D2 e encorajar as pessoas a não tomar a mesma decisão novamente.

Era assim que tinha sido teorizado que as pessoas com menos receptores D2 podiam ser menos capazes de aprender através do reforço negativo.

Para o testar, Tilmann Klein e Markus Ullsperger, do Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences de Leipzig, analisaram a tomada de decisão de 26 homens, enquanto monitorizavam os seus cérebros com imagens de ressonância magnética. Doze dos voluntários tinham a mutação para o número reduzido de receptores D2. Os investigadores escolheram homens porque os níveis de dopamina se alteram durante o ciclo menstrual da mulher, o que complicaria o estudo.

Foram apresentados aos voluntários conjuntos de dois símbolos num monitor de computador e foi-lhes pedido que escolhessem um. Depois da decisão tomada, aparecia um rosto sorridente ou um rosto franzido no monitor, fornecendo feedback positivo ou negativo. 

Os resultados não foram uniformes: o símbolo 'A' era o mais positivamente reforçado, resultando num sorriso 80% do tempo, o 'B' era o mais negativamente reforçado, desencadeando uma cara feia em 80% das tentativas. Outros caracteres, de C a F, desencadeavam reacções intermédias.

Seguidamente, a equipa testou se os voluntários aprendiam a escolher o símbolo 'A', indicando aprendizagem através por reforço positivo, e evitavam o símbolo 'B', indicando aprendizagem por reforço negativo.

Ambos os conjuntos de voluntários aprenderam a escolher o símbolo A mas os homens com menos receptores D2 tinham problemas em aprender com os sobrolhos carregados, relata a equipa na última edição da revista Science.

 

As imagens do cérebro confirmaram as regiões que já se pensava estarem envolvidas na aprendizagem com os erros. Uma área do cérebro chamada a zona rostral cingulata era mais activa em voluntários com níveis normais de D2 durante as sessões de aprendizagem, comparados com aqueles com a mutação D2. Uma região cerebral crucial para a formação de memórias, o hipocampo, também estava mais activa nos voluntários com níveis normais de D2.

É importante recordar que as decisões na vida real são baseadas em muito mais do que a resposta de receptores cerebrais D2, diz Ullsperger. Mas parece que eles têm algum efeito na nossa capacidade de aprender com os erros.

Descobrir como aprendemos a tomar boas decisões e a evitar as más ajudará a explicar como a dependência e o comportamento compulsivo são processados no cérebro, diz Michael Frank, neurocientista da Universidade do Arizona em Tucson.

O cérebro dos dependentes pode estar virado para não aprender com os erros, diz Frank. As suas ligações permitem-lhes sentir o bom, como a euforia causada pelas drogas ou o golpe de sorte na mesa de jogo, mas para ignorar as perdas ou as consequências. "É uma receita para o desastre", diz ele. 

 

 

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