2007-12-05

Subject: Células curam coração danificado

 

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Células curam coração danificado

 

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Os investigadores conseguiram restaurar a função cardíaca ao transplantar células estaminais musculares para corações de rato danificados, resultados que sugerem que a técnica pode um ia ser usada para sarar tecido cardíaco em humanos.

Transplantes semelhantes já tinham sido tentados anteriormente, tanto em ratos como em humanos, mas tinham tido muito pouco sucesso. Agora, ainda que os implantes tenham melhorado a função o coração, também aumentaram o risco batimentos cardíacos anormalmente rápidos, um problema conhecido por taquicardia ventricular. A taquicardia ventricular é a principal causa de morte súbita em pacientes que tiveram ataques cardíacos, matando cerca de 15% dos pacientes no espaço de 3 anos após os seus ataques.

“É um grande problema clínico que claramente não está a ter tratamento satisfatório pelas ferramentas que temos", diz Richard Lee, investigador e cardiologista no Brigham and Women’s Hospital de Boston, Massachusetts. “Um grande número de coisas que temos vindo a tentar que evitem as arritmias na realidade estão a causá-las."

Os ataques cardíacos em humanos tipicamente são causados por uma perda gradual de fluxo sanguíneo que priva as células cardíacas de nutrientes. À medida que as células morrem, a função cardíaca entra em declínio.

Há muito que os investigadores procuram uma forma de impedir ou evitar os efeitos da falência cardíaca com a substituição das células cardíacas danificadas. Os primeiros resultados mostram que a injecção de células estaminais de músculo esquelético ou mesmo de células da medula óssea no coração, pode restaurar parte da sua função.

A forma exacta como isto funciona não é clara: alguns dizem que as células estaminais musculares se contraem como as cardíacas, ajudado o coração a bater. Outros propõem que as células transplantadas reforçam a parede cardíaca, ou talvez segreguem compostos que ajudem as células funcionais vizinhas. Seja o que for que façam, uma coisa é clara: ambos os tipos de células por vezes aumentam a capacidade de o coração bater mas também perturbam o ritmo de batimento.

Assim, Michael Kotlikoff, da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque, e Bernd Fleischmann, da Universidade de Bona na Alemanha, tentaram transplantar um tipo diferente de célula, as células embrionárias cardíaco-musculares. 

Estas células, descobriram eles, associam-se fisicamente com o tecido cardíaco que as rodeia e podem trocar sinais químicos com as suas novas vizinhas, sinais usados para manter o coração sincronizado. O resultado é um coração bem-comportado, relatam eles na revista Nature. São necessárias relativamente poucas células transplantadas para que o efeito seja obtido.

 

Mas porque são as células embrionárias melhores a fundir-se com o ambiente que as musculares adultas? Os investigadores pensam que uma explicação pode ser que tanto as células estaminais embrionárias como as adultas têm expressão elevada de uma proteína chamada conexina 43, importante para a formação de ligações entre as células. A conexina 43 expressa-se em níveis baixos nas células estaminais musculares adultas.

Para testar se a conexina 43 era realmente o factor crucial, tentaram utilizar células estaminais adultas musculares que forçaram a expressar a proteína, o que produziu resultados igualmente bons. “Se obrigarmos estas células a expressar a conexina 43, elas corrigem ou revertem a vulnerabilidade à arritmia", diz Kotlikoff. Isto pode libertar investigações investigadores futuros da dependência de tecidos embrionários, que são mais difíceis de adquirir.

A técnica terá que ultrapassar um número de barreiras técnicas antes de ser usada como terapia. “É muito excitante ter um novo conceito como este mas temos que ser extremamente cautelosos cerca de onde podemos chegar clinicamente", diz Lee. “A arritmia tem sido particularmente vexatória, temos uma longa experiência com algo que parece ajudar em animais e não funciona no Homem."

Kotlikoff salienta que a equipa apenas avaliou a eficácia dos transplantes durante duas semanas, não o suficiente para avaliar se serão estáveis a longo prazo. Para além disso, o tecido cardíaco danificado nos ratos estava concentrado numa região específica do coração, ao contrário do mosaico de células vivas e mortas que há nos corações humanos. 

 

 

Saber mais:

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