2007-12-02

Subject: A 'cruz' sexual dos machos topi

 

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A 'cruz' sexual dos machos topi

 

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(Jakob Bro-Jorgensen)Machos difíceis de contentar e fêmeas agressivas é uma inversão de papéis sexuais que se descobriu existe nos antílopes topi Damaliscus lunatus jimela

Alguns machos são tão ferozmente perseguidos pelas fêmeas metediças que recusam os avanços de muitas parceiras.

De acordo com uma investigação agora publicada na revista Current Biology, esta situação ajuda os machos a conservar o seu esperma para a possibilidade de acasalar com novas fêmeas, aumentando as hipóteses de paternidade com o maior número possível de parceiras.

Jakob Bro-Jorgensen, o cientista que liderou a investigação da Zoological Society de Londres (ZSL), explica: "Em casos em que o antílope macho era livre de escolher entre diversas fêmeas, ele escolhia deliberadamente a parceira que era uma novidade, em vez de procurar a fêmea de estatuto mais elevado."

"No entanto", acrescenta ele, "algumas fêmeas intrometidas eram tão agressivas na sua perseguição do macho que ele tinha literalmente que as atacar fisicamente para repudiar os seus avanços."

A investigação foi realizada na área do parque nacional de Masai Mara no Quénia, território tradicional de acasalamento do topi.

As fêmeas são férteis um único dia por ano, pelo que os grupos de antílopes topi só se reúnem uma vez por ano, por um período de pouco mais de um mês.

Bro-Jorgensen comenta: "Não é invulgar ver os machos a entrar em colapso devido à exaustão porque a procura das fêmeas é tão intensa que é demasiado para eles."

Ele observou que cada fêmea acasala, em média, com quatro machos mas algumas atingem dos doze parceiros diferentes. Para além disso, com cada macho individualmente elas acasalam aproximadamente onze vezes, ainda que um par em particular tivesse sido observado a acasalar em 36 ocasiões.

 

"[As fêmeas têm] que garantir que engravidam e de preferência com um macho de primeira linha, logo focam todas as suas energias em garantir que os machos acasalam com elas nesse período", explica Bro-Jorgensen.

Estas descobertas são contrárias à teoria convencional da selecção natural, que considera que os machos são competitivos e as fêmeas difíceis de contentar.

Bro-Jorgensen diz: "Se calhar não temos os olhos abertos para o facto de os conflitos sexuais ao contrário do que achamos habitual sejam mais comuns do que pensamos. Normalmente os machos são persistentes e as fêmeas resistem, pelo que o que observei com o topi africano foi inesperado."

A actividade de acasalamento sincronizada e a promiscuidade da espécie fazem dos machos um recurso limitado e as fêmeas tornam-se competitivas.

Pensa-se que as fêmeas estão interessadas em acasalar com vários machos para garantir a fertilização, para o caso de a sua primeira escolha ter um fornecimento reduzido de esperma ou seja geneticamente incompatível com elas. 

 

 

Saber mais:

ZSL

Current Biology

 

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