2007-11-26

Subject: Austrália decidida a ratificar o Protocolo de Quioto / Programa do rinoceronte negro ameaçado por mo

 

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Em destaque:

Austrália decidida a ratificar o Protocolo de Quioto

 

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O novo primeiro-ministro australiano Kevin Rudd não perdeu tempo a deitar mãos ao trabalho em relação  uma promessa eleitoral de ratificar o Protocolo de Quioto sobre as emissões de gases de efeito de estufa.

Rudd, antigo diplomata de 50 anos, liderou o Partido Trabalhista numa enfática vitória na eleição de sábado passado, reclamando 83 dos 150 lugares da câmara baixa do parlamento nacional.

No dia seguinte, Rudd reiterou a promessa de ratificar o protocolo climático até ao Natal. O anterior líder, John Howard, tinha recusa terminantemente apoiar o pacto ao longo dos seus 11 anos de duração.

"A Austrália tem agora a oportunidade de fazer parte da liderança sobre as acções contra as acções climáticas", diz Denise Boyd da Australian Conservation Foundation de Melbourne. "Antes apenas perdemos tempo."

No seu primeiro dia de trabalho, domingo, Rudd também confirmou que tenciona liderar a delegação australiana à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a realizar em Bali na próxima semana. Assim, esta reunião terá os Estados Unidos como único estado desenvolvido que ainda recusa o Protocolo de Quioto.

John Connor, executivo-chefe do Climate Institute of Australia de Sydney, diz que a alteração de posição do país já está a causar alterações na cena internacional das alterações climáticas. "Será um grande empurrão para as negociações de Bali ter um dos bloqueadores a transformar-se num apoiante."

As alterações climáticas foram um tema definidor na campanha eleitoral, que decorreu durante o que os funcionários governamentais consideraram a pior seca de que há memória na Austrália. Sondagens à boca da urna confirmaram que a economia e a saúde ocupavam os primeiros lugares das preocupações dos eleitores, com as alterações climáticas e a relações industriais no terceiro lugar.

Na frente doméstica, Rudd prometeu estabelecer objectivos para um regime de trocas de emissões até meados de 2008 e estabelecer um objectivo obrigatório de energias renováveis até ao final do próximo ano mas não foram conhecidos detalhes ainda. 

Originalmente a Austrália tinha negociado uma permissão generosa de aumento de 8% sobre os níveis de emissões de 1990 até 2012 sob a alçada do Protocolo de Quioto, apesar de não ter ratificado o acordo. Os objectivos têm sido seguidos de acordo com este objectivo mas Rudd deve realmente reduzir as emissões no espaço de 5 anos e garantir que toda a nova electricidade acrescentada à grelha provenha de energias limpas. 

 

Outras Notícias:

Programa do rinoceronte negro ameaçado por mortes

Esforços para salvar o rinoceronte negro da extinção tiveram um forte golpe com o abate de 3 adultos que participavam no programa de reprodução em cativeiro do Zimbabwe.

O acto aparentemente gratuito levou a uma repentina paragem no programa. Charles Hamilton tem lágrimas nos olhos ao mostrar as fotografias dos 3 rinocerontes da família mortos na poeira, buracos de bala bem visíveis na pele espessa.

Ele e a família dirigem, no Zimbabwe, o Imire Safari park, a 100 Km a sudeste de Harare. O parque é lar de um dos poucos centros de procriação em cativeiro para rinocerontes negros, um dos mamíferos mais ameaçados do planeta.

 

Ao longo de 20, a família tem criado os animais para os devolver à natureza mas na semana passada, a meio da noite, homens armados vestidos em camuflado invadiram o local e abateram a tiro todas as 3 fêmeas adultas. Uma delas estava a dias de dar à luz e a sua cria também morreu.

"É terrivelmente trágico, ficámos apenas com 4 pequenos órfãos, que não serão capazes de se reproduzir até daqui a 20 anos. Todo o programa de reprodução está agora num impasse, é desesperante."

Restam apenas cerca de 3 mil rinocerontes negros na natureza e a espécie está classificada como criticamente ameaçada pela World Conservation Union (IUCN), o que significa que "enfrenta um risco extremamente elevado de extinção". No ano passado, uma das suas subespécies foi declarada "já extinta".

Não é, por isso, surpreendente que o abate tenha causado alarme nos grupos conservacionistas, até porque já ocorreram uma série de ataques semelhantes no Zimbabwe este ano. Cathy Dean, da Save the Rhino International, comenta: "A situação para os rinocerontes do país está cada vez mais difícil, temos que continuar a apoiar os que trabalham para salvar populações vitais de rinocerontes neste país conturbado."

Mas quem anda a abater rinocerontes negros e porquê?

Um porta-voz governamental culpa caçadores furtivos e descreve os ataques como "actos de violência ao acaso" e afirma que a polícia e o exército aumentaram o patrulhamento em busca dos criminosos.

Os rinocerontes negros são muitas vezes abatidos pelos caçadores furtivos, que vendem os seus cornos para o fabrico de punhos de adaga ou para a medicina tradicional chinesa mas os rinocerontes de Imire já não tinham os cornos, removidos por precaução, precisamente para que não tivessem valor para os caçadores furtivos.

Por este motivo, teme-se que os rinocerontes negros estejam a ser vítimas das guerras sobre a soberania das terras no Zimbabwe. Cathy Dean, da Save the Rhino, diz: "Ao longo dos últimos anos temos feito progressos reais no trabalho com as autoridades da conservação no Zimbabwe. Espero que estes eventos não signifiquem que estamos a regressar à desastrosa caça furtiva do final da década de 80 e início dos anos 90."

Segundo Charles Hamilton, os rinocerontes órfãos no seu rancho ficaram em choque com a morte das suas mães e a cria mais nova, Tamba, está a ser alimentada a biberão. "É de partir o coração mas estamos determinados a dar a estes animais um futuro e o programa de procriação vai continuar." 

 

 

Saber mais:

The Climate Institute

Australian Conservation Foundation

Imire Safari Ranch

Save the Rhino

 

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