2007-11-17

Subject: Boto ameaçado pode estar em pior estado do que se pensava

 

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Boto ameaçado pode estar em pior estado do que se pensava

 

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O mamífero marinho mais ameaçado do mundo, um boto que vive ao largo da costa oeste do México, está mais perto da extinção do que antes se acreditava, revela um novo estudo agora dado a conhecer.

Estima-se que restem apenas 150 animais desta espécie, conhecida localmente por vaquita, no seu único habitat selvagem, a zona norte do Golfo da Califórnia. Investigadores e grupos conservacionistas estão a lançar um esforço multinacional para salvar os animais que restam.

“Esta é a melhor oportunidade política que alguma vez tivemos para os salvar", diz o co-autor do artigo Lorenzo Rojas-Bracho, mamologista marinho de Ensenada, México. “Se não conseguirmos agora, a vaquita vai mesmo extinguir-se."

Existe mais ou menos uma janela temporal de dois anos para salvar esta espécie, estima a equipa de investigadores. A vaquita Phocoena sinus fica frequentemente enredada nas redes de pesca, tal como muitos outros mamíferos e aves marinhos.

Em 1999, investigadores estimaram que existiam 567 vaquitas na zona norte do Golfo da Califórnia. O biólogo mexicano Armando Jaramillo-Legorreta, principal autor do novo estudo, refere que o aumento do número de barcos de pesca está a matar os botos a uma taxa de pelo menos 40 animais por ano mas para que a população seja geneticamente viável têm que ser salvos pelo menos 100 animais.

Tentativas anteriores para criar zonas de proibição de pesca ou para compensar os pescadores de forma a evitarem o habitat da vaquita falharam mas agora as organizações conservacionistas WWF, Nature Conservancy e Conservation International uniram esforços no valor de US$10 milhões. 

A curto prazo, irão utilizar os fundos para comprar barcos e redes responsáveis pela morte da vaquita, bem como tentar desenvolver práticas de pesca mais sustentáveis. O governo mexicano também disponibilizou US$4 milhões este ano para a vaquita, incluindo o desenvolvimento de oportunidades económicas alternativas para os pescadores locais.

O presidente mexicano, Felipe Calderón Hinojosa, juntou-se ao esforço para salvar esta espécie mas os defensores da industria pesqueira não se acanham a referir abertamente que estão dispostos a dizimá-la.

 

O martírio da vaquita ecoa o de muitos outros mamíferos marinhos. No ano passado, por exemplo, uma equipa internacional de investigadores declarou o golfinho do rio chinês, conhecido por baiji Lipotes vexillifer, extinto no rio Yangtze, depois de demorados esforços para o salvar. O salvamento da vaquita é diferente, dizem os investigadores, porque a zona norte do Golfo da Califórnia é um ecossistema relativamente saudável, ao contrário do fortemente poluído e movimentado Yangtze.

“O problema é conhecido e há solução para ele", diz Barbara Taylor, co-autora do artigo e mamologista do US Southwest Fisheries Science Center de La Jolla, Califórnia. “A questão é apenas se há vontade política para a executar."

Programas anteriores com o objectivo de impedir as práticas pesqueiras na região revelaram-se difíceis de implementar, pois ainda no ano passado o governo ofereceu US$1 milhão aos pescadores locais para deixarem de pescar mas eles usaram o dinheiro para comprar barcos novos, dizem os cientistas.

Este ano, o governo mexicano está a destinar cerca de US$1 milhão para ajudar a implementação das políticas de proibição das pescas, com as organizações de conservação também a apoiar o esforço.

A longo prazo, investigadores económicos do Instituto Nacional Ecológico da Cidade do México e do Grupo de Pesca Sustentável de Santa Barbara, estão a estudar oportunidades alternativas para os pescadores. “Queremos introduzir uma gestão da pesca com base em incentivos", diz a bióloga Susan Anderson, directora do programa para o México da Nature Conservancy.

Resta saber se todos estes esforços serão o suficiente para que a vaquita continue a ser vista nas águas da Califórnia. 

 

 

Saber mais:

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