2007-10-31

Subject: Gases causaram extinção dos dinossauros?

 

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Gases causaram extinção dos dinossauros?

 

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Uma enorme bolsa de gases vulcânicos causou a extinção em massa que dizimou os dinossauros e muitas outras espécies há 65 milhões de anos, de acordo com um estudo revelado esta semana.

Este é o mais recente argumento de um grupo que tem vindo a tentar desde há algum tempo desacreditar a teoria dominante, que um meteorito que atingiu a zona do México terá causado a extinção.

A equipa internacional refere que deveríamos antes culpar as plumas de gases causadores de alterações climáticas emitidas pelos monumentais mantos de lava que se estendem por centenas de quilómetros na Índia.

As planícies de Deccan, como são conhecidas, há muito que são apontadas como origem de impactos a nível global por volta do final do período Cretácico, início do Terciário, um intervalo de tempo vulgarmente conhecido pelos geólogos como o limite K–T. 

Investigações anteriores tinham datado a erupção principal que originou os mantos de lava como tendo ocorrido cerca de 800 mil anos antes do limite mas estas novas análises, que utilizam minúsculos fósseis de plâncton, aprisionados entre as camadas de lava, colocam a erupção mesmo dentro do limite.

“Esta é a primeira vez que conseguimos associar o evento principal das planícies de Deccan com a extinção em massa", diz a líder da equipa Gerta Keller, paleontóloga da Universidade de Princeton em Nova Jérsia. Keller e Thierry Adatte, da Universidade de Neuchâtel na Suiça, apresentaram os resultados da sua investigação em Denver, Colorado, durante o encontro anual da Geological Society of America.

Trabalhos anteriores indicam que as erupções do tipo das de Deccan teriam provocado a libertação de nuvens imensas de dióxido de enxofre, que se acumularam rapidamente na atmosfera. Um estudo mais recente, de Vincent Courtillot, do Institut de Physique du Globe em Paris, sugere que os fluxos de lava de Deccan libertaram entre 50 e 100 gigatoneladas de dióxido de enxofre e dióxido de carbono, cerca de 10 vezes mais do que se estima tenha acontecido com o impacto do meteorito em Chicxulub, península do Iucatão. 

Mas os cientistas que trabalharam na teoria do impacto foram rápidos a por em causa esta nova análise. A quantidade de gás libertado pelos fluxos de Deccan teriam sido insuficientes para causar as extinções, diz Philippe Claeys, da Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica. “Não é possível."

Jan Smit, da Universidade Livre de Amsterdão, acrescenta que pensa que quando o meteorito atingiu a Terra teria libertado mais gases através da vaporização da rocha do que todos os fluxos de Deccan. “Não acredito que tenham descoberto nada de novo aqui."

 

Há muito que Keller tem vindo a desafiar a teoria do impacto em Chicxulub. Há vários anos, a sua equipa relatou que a análise de um tubo de amostras recolhidas na cratera de Chixculub sugeria que o impacto datava de cerca de 300 mil anos antes do limite K-T. Trabalhos posteriores, feitos a partir de amostras recolhidas ao longo do rio Brazos no Texas, também pareciam apoiar esta noção de um intervalo de 300 mil anos entre os dois eventos.

Mas estes estudos não são directos. Outro estudo apresentado no encontro de Denver esta semana sugere que os sedimentos das amostras do rio Brazos foram removidos ao longo do tempo por forças geológicas, confundindo a datação do que terá acontecido.

Nos seus estudos indianos, a equipa de investigadores focou-se na zona em redor de Rajahmundry, na baía de Bengala. Na bacia de Krishna-Godavari aí localizada, examinaram quatro afloramentos com camadas de lava abaixo deles e com uma camada de 9 metros de sedimentos marinhos por cima.

"A chave para o nosso sucesso foi encontrar sedimentos marinhos com microfósseis", diz Keller. Entre eles, ela relata ter encontrado foraminíferos, que floresceram maciçamente após a extinção em massa.

Minerais nos sedimentos também sugerem que os clima se tornou mais húmido depois da erupção de gases, diz Adatte. "Isto mostra até que ponto os fluxos de lava foram significativos."

No próximo ano, a equipa espera perfurar novas amostras em Rajahmundry para datar os sedimentos de forma mais precisa e compreender exactamente de que forma os gases afectaram o crescimento do plâncton. Uma companhia indiana de extracção de petróleo também está a fazer perfurações na zona, e Keller espera ter acesso também a essas amostras. 

 

 

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