2004-01-27

Subject: Ratos-proveta tornam-se adultos audaciosos

News of the Wild

 

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Em destaque:

Ratos-proveta tornam-se adultos audaciosos 

 

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Ratos nascidos através de tecnologias de reprodução assistida comportam-se de forma diferente quando atingem a fase adulta, revela a investigação mais recente. Os roedores-proveta são mais confiantes que os seus primos concebidos naturalmente, mas têm uma memória mais pobre. 

É extremamente difícil extrapolar estudos de comportamento em ratos para o Homem, alerta o investigador-chefe Richard Schultz, da Universidade da Pennsylvania, mas sem dúvida que estes levantam questões intrigantes. Outros estudos são necessários para que se verifique se os bebés-proveta humanos são afectados de forma semelhante. 

No ocidente, cerca de 1% das crianças são concebidas por tecnologias de reprodução assistida. No método mais comum, a fertilização in vitro, os óvulos são fertilizados num tubo de ensaio e os zigotos daí resultantes são cultivados e reinseridos no útero. 

Mais de um milhão de bebés-proveta já nasceram em todo o mundo, mas pouco se sabe dos efeitos a longo prazo da cultura de embriões, pois a primeira bebé-proveta, Louise Brown, apenas nasceu há 26 anos. 

Poucas têm sido as tentativas sistemáticas de avaliar a saúde e o comportamento destas crianças, pelo que a equipa de Schultz decidiu investigar se existiriam efeitos comportamentais em ratos concebidos por técnicas semelhantes. 

Quando comparados com animais produzidos normalmente, os animais-proveta eram mais mexidos e eram menos ansiosos, passando mais tempo em espaços altas e abertos. Os ratos-proveta também desenvolveram problemas de memória, sendo menos capazes de se lembrar de localizações aprendidas previamente. Os efeitos eram subtis mas significativos, considera Schultz.

Apesar das ligações entre a reprodução assistida e o comportamento humano não serem claras, é sabido que a cultura de embriões aumenta o risco do desenvolvimento de doenças genéticas raras. O motivo desta situação é um descontrolo na expressão génica durante o desenvolvimento embrionário. Os investigadores pensam que a expressão génica pode também afectar o comportamento. 

Os métodos de cultura de tecidos podem ser afinados para manter o desenvolvimento embrionário o mais normal possível, considera Schultz. Actualmente, essas condições variam muito de clínica para clínica: algumas reimplantam os embriões após 2 ou 3 dias, outras esperam um pouco mais, considerando que embriões mais velhos sobrevivem melhor. No entanto, na minha opinião, conclui o investigador, por agora é melhor cultivar os embriões o menor espaço de tempo possível. 

 

Outras Notícias:

Descoberto fóssil do animal terrestre mais antigo

 

Um caçador de fósseis amador da Escócia encontrou o animal terrestre mais antigo conhecido até agora: um minúsculo milípede que viveu há cerca de 428 M.a. 

A descoberta não altera a ideia já existente da evolução dos animais terrestres mas ajuda a preencher lacunas no registo fóssil, recuando agora mais de 20 M.a. 

A criatura tinha 1 cm de comprimento e foi baptizada Pneumodesmus newmani em honra do seu descobridor Mike Newman, condutor de autocarros e entusiasta de fósseis. 

Newman fez a sua descoberta nas praias de Stonehaven, tendo-a depois entregue ao National Museums of Scotland em Edimburgo. Aí, os paleontologistas do museu e da Universidade de Yale deduziram o seu estatuto único. 

Não existem dúvidas de que o P. newmani respirava ar, diz Lyall Anderson, do National Museums, que estudou a descoberta. O fóssil apresenta espiráculos bem preservados, pequenas aberturas por onde entra oxigénio, que se encheriam de água se o animal mergulhasse. 

O clima da zona na época era bem diferente do actual, pois a Escócia estava perto do equador na altura, quente e húmida, condições perfeitas para que os animais emergissem para terra firme. O anterior fóssil mais antigo de um animal terrestre também fora encontrado nesta zona. 

 

 

Saber mais:

Inseminação Artificial Fecundação In Vitro

CDC- Reproductive Health

Museum of Scotland

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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