2007-10-15

Subject: Proteínas do sangue podem ajudar a diagnosticar Alzheimer

 

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Proteínas do sangue podem ajudar a diagnosticar  Alzheimer 

 

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Uma análise de doentes com Alzheimer identificou proteínas distintivas no sangue, o que pode ser utilizado para diagnosticar a doença de forma mais eficaz.

Diagnósticos precoces e mais conclusivos são cruciais para ajudar a dirigir os tratamentos, tantos os já existentes como os experimentais.

Mais de 5 milhões de norte-americanos sofrem actualmente de Alzheimer e estima-se que cerca de um quarto de milhão de casos em desenvolvimento fique por diagnosticar todos os anos.

Os médicos podem diagnosticar a doença de Alzheimer através de um processo de eliminação de outros tipos de declínio mental. Não existe um teste definitivo para a doença até que a pessoa morra, momento em que cirurgiões podem examinar o tecido cerebral em busca de placas e emaranhados proteicos que são a marca registada da doença.

Os investigadores estão a tentar alterar a situação encontrando biomarcadores, assinaturas biológicas distintivas da doença. Hoje, uma equipa liderada pelo neurocientista Tony Wyss-Coray, da Escola de medicina da Universidade de Stanford na Califórnia relata na revista Nature Medicine a descoberta de 18 proteínas que, todas juntas, parecem ser capazes de diagnosticar a doença.

Se os biomarcadores forem confirmados por testes mais rigorosos, podem resultar num simples teste ao sangue através do qual os médicos poderão diagnosticar a doença. Os pacientes poderão, então, tomar medicação que retarde os efeitos do Alzheimer, planear alterações nas suas finanças ou alistar-se em testes clínicos de potenciais novos medicamentos.

A equipa de Wyss-Coray examinou as proteínas de 259 amostras de sangue de pessoas com e sem Alzheimer. Os investigadores analisaram 120 proteínas que as células usam para comunicar umas com as outras, um conjunto que baptizaram de 'comunicode'. A ideia era que alterações nessas proteínas em neurónios afectados pelo Alzheimer eventualmente chegariam ao sistema circulatório.

“A ideia era analisar factores sanguíneos que nos pudessem dizer se existe um processo de doença a decorrer no cérebro ou não", explica Wyss-Coray.

Um conjunto de 18 dessas proteínas de comunicação ocorriam em níveis diferentes no sangue das pessoas com e sem Alzheimer, descobriram eles. Os investigadores foram, então, analisar os níveis destas proteínas em 20 pacientes onde já estava estabelecido por outros médicos se tinham ou não Alzheimer.

 

Os cientistas não sabiam quais as amostras que pertenciam a que grupo mas o diagnóstico das proteínas coincidiu com a avaliação dos médicos em 18 dos 20 casos. Num dos casos os médicos tinham diagnosticado Alzheimer mas o teste não detectou e noutro as proteínas indicaram Alzheimer mas o médicos não concordavam.

O trabalho foi apoiado por duas fundações ligadas à doença de Alzheimer, o US National Institute on Aging e uma firma de biotecnologia de Redwood City, Califórnia, chamada Satoris. Wyss-Coray é um consultor pago da Satoris e fundador da companhia, que também emprega outros dois dos 25 participantes no estudo.

Outros cientistas estão a investigar alternativas possíveis para o diagnóstico do Alzheimer, alguns usando estudos com imagiologia de alta resolução para examinar o cérebro das pessoas em busca das características placas enquanto ainda estão vivas. Outros descobriram que as proteínas dessas placas podem ser detectadas no líquido cefalorraquidiano e podem ser avaliadas através de uma punção espinal.

Mas, diz Wyss-Coray, muitos estudos começam a apoiar a ideia de que um biomarcador externo ao cérebro pode permitir diagnósticos mais rápidos e mais fáceis. Exames ao sangue são fáceis e baratos quando comparados com imagens ou punções lombares.

Ainda que não exista cura para o Alzheimer, Wyss-Coray considera que este teste  pode ajudar os pacientes ao revelar-lhes que estão afectados. 

 

 

Saber mais:

Alzheimer’s Association

Vacina contra doença de Alzheimer parece prometedora

Sintomas de Alzheimer revertidos em ratos

 

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