2007-10-13

Subject: Raro tigre da China avistado na natureza / 80 milhões de anos sem sexo!

 

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Em destaque:

Raro tigre da China avistado na natureza

 

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Um raro tigre do sul da China foi avistado na natureza pela primeira vez em décadas, revelam relatórios publicados pela agência noticiosa Xinhua.

O avistamento, que surgiu depois de um agricultor ter entregue algumas fotografias, surpreendeu os investigadores que temiam que o tigre estivesse extinto.

Peritos já confirmaram que as fotografias realmente mostram um tigre do sul da China jovem. Esta espécie de tigre está criticamente ameaçada e tinha sido observada na natureza pela última vez em 1964. 

O agricultor, que tirou as fotografias no início deste mês, vive na província de Shaanxi.

Os peritos consideram que não devem restar mais de 20 a 30 destes tigres na natureza mas nenhum tinha sido avistado desde há décadas, levando muitos a temer que um punhado de tigres nascidos em cativeiro era tudo o que restava da espécie.

A população de tigres do sul da China, a menor das subespécies de tigre, devia rondar os 4 mil animais em meados da década de 50 do século passado mas o seu número foi drasticamente reduzido depois que o líder comunista Mao Zedong os apelidou de 'praga' e ordenou uma campanha de extermínio.

O animal também deve ter sido vítima da eliminação das suas presas naturais e do arrasar do meio natural chinês. 

O tigre do sul da China é uma das seis subespécies de tigre que ainda sobrevive, outras três, os tigres de Bali, Java e do Cáspio, já se extinguiram desde a década de 40 do século passado, segundo os peritos. 

 

Outras Notícias:

80 milhões de anos sem sexo!

O mistério de como um animal pode sobreviver 80 milhões de anos sem sexo foi finalmente resolvido por investigadores ingleses. Uma equipa de Cambridge diz que o animal deve a sua existência a um truque genético bizarro que oferece recompensas pelo seu celibato prolongado.

Muitos organismos assexuados desapareceram porque não se conseguem adaptar a alterações do mundo natural mas um truque evolutivo permite a estes animais sobreviver quando as condições se alteram, relatam os investigadores na última edição da revista Science

O animal é um minúsculo invertebrado conhecido rotífero bedelóide Adineta ricciae e vive em lagos de água doce. Se privado de água, sobrevive num estado de dessecação até que a água volte a estar disponível.

 

O segredo deste mecanismo inovador de sobrevivência é uma alteração na reprodução assexuada, que permite ao animal produzir dois tipos diferentes de proteínas a partir de duas cópias diferentes de um gene chave.

Alan Tunnacliffe, do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Cambridge, que liderou a investigação, diz que a sua equipa foi capaz de demonstrar pela primeira vez que cópias de um gene em reprodução assexuada podem ter funções diversas.

"É particularmente entusiasmante que tenhamos descoberto funções diferentes mas complementares em genes que ajudam os rotíferos bedelóides a sobreviver à dessecação. A evolução da função dos genes desta forma não pode acontecer em organismos sexuados, o que significa que sempre é possível encontrar benefícios em estar milhões de anos sem sexo."

Os investigadores descobriram que duas cópias de um gene em particular, conhecido por LEA, são diferentes nos rotíferos assexuados, dando origem a proteínas com funções diferentes e que protegem o animal durante a desidratação.

Uma cópia impede que outras proteínas essenciais se encavalitem umas nas outras enquanto o animal seca, enquanto o segundo tipo de cópia ajuda a manter íntegras as frágeis membranas que rodeiam as células do animal.

O Homem e a maioria dos organismos reproduz-se sexuadamente, a união do espermatozóide com o óvulo resulta em duas cópias (um par) de instruções genéticas em cada célula, uma cópia herdada de cada progenitor. Esta situação produz duas cópias quase iguais de cada em gene em cada célula, ou seja, duas proteínas praticamente idênticas. 

Este baralhar do material genético ao longo de muitas gerações permite aos animais sexuados adaptarem-se às alterações do seu ambiente natural. Em contraste, muitos organismos assexuados têm desaparecido porque a sua constituição genética rígida não lhes concede esta capacidade de adaptação.

Esta descoberta explica porque os bedelóides escaparam a este destino triste com a ajuda do seu mecanismo de geração de diversidade genética na ausência de reprodução sexuada. 

 

 

Saber mais:

Será este o fim da fábula do tigre chinês?

Nascimentos virgens de dragões espantam zoológicos

 

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