2007-10-06

Subject: Telómeros: mais do que protectores

 

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Telómeros: mais do que protectores

 

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Os telómeros, segmentos de DNA repetitivos que cobrem as extremidades dos cromossomas, há muito que se pensava que tinham apenas a função de proteger o DNA 'importante' que estava por trás do desgaste.

Mas agora, investigadores descobriram que estas protecções fazem bem mais, codificam RNA.

“Trata-se de uma descoberta inovadora", diz Laure Sabatier, bióloga molecular da Comissão de Energia Atómica francesa em Fontenay-aux-Roses, que não esteve envolvida no projecto.

De cada vez que os cromossomas se replicam, parte do DNA das suas extremidades é perdido. Os telómeros protegem o cromossoma contra a perda informação genética importante sacrificando o seu próprio comprimento em vez de permitir que as delecções continuassem a deslocar-se para zonas onde o DNA codifica RNA e proteínas.

Isso significa que com o envelhecimento das células os telómeros se tornam cada vez mais curtos. Algumas células cancerosas alcançam a imortalidade mantendo os telómeros longos e as proteínas responsáveis por essa situação são o alvo potencial de terapias anti-cancro.

O DNA que compõe os telómeros não contém genes reconhecíveis. Quando muito, terão um efeito silenciador de genes, pois a estrutura dos telómeros pode interferir com os segmentos vizinhos de DNA, impedindo-as de produzir RNA. Por isso ninguém estava à espera que servissem como um modelo de DNA para a síntese de RNA, diz Sabatier.

A descoberta foi feita por acidente.

Joachim Lingner, do Instituto Suíço de Investigação Experimental do Cancro em Epalinges e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne, estava a estudar uma proteína envolvida na degradação do RNA e apercebeu-se que ela estava associada aos telómeros. “Pensámos que se toda esta maquinaria está no telómero, talvez também lá exista RNA."

 

A partir daí foi um estudo simples verificar se RNA correspondente à sequência do telómero estava presente na célula. Lingner descobriu que o RNA permanecia principalmente agrupado na vizinhança do telómero. Os seus resultados surgem publicados na última edição da revista Science.

Se esta descoberta irá fornecer novas perspectivas às terapias de cancro permanece uma incógnita, salienta Lingner. Ainda não é clara a função do RNA, não é esperado que codifique proteínas mas Lingner pensa que poderá ter um papel na regulação do comprimento do telómero.

Os investigadores descobriram que se removessem as proteínas que degradam o RNA à sua volta, mais RNA telomérico se acumulava em redor dos telómeros. Quando isto acontecia, os telómeros tornavam-se instáveis e aumentava a probabilidade de se fragmentarem.

“Observámos uma elevada taxa de perda de telómeros associada à subida do nível de RNA em volta do telómero", diz Lingner, “mas é importante saber se é realmente o RNA que está a criar o problema." 

 

 

Saber mais:

Núcleos celulares enrugados podem fazer-nos envelhecer

Tabaco envelhece o DNA

 

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