2007-09-30

Subject: Pêlos de mamute oferecem novo estilo de investigação

 

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Pêlos de mamute oferecem novo estilo de investigação

 

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Os geneticistas juntaram sequências genéticas de 10 mamutes siberianos usando amostras minúsculas do seu pêlo preservadas na tundra russa.

Os resultados utilizam algum do mais antigo DNA alguma vez trabalhado, pois um dos mamutes tinha a sua lã congelada no solo há mais de 50 mil anos.

A proeza demonstra a inesperada utilidade da recuperação de DNA a partir de pêlos bem como a espantosa resistência do pêlo e do cabelo à deterioração. Um dos espécimes de mamute, baptizado Adams, foi descoberto pela primeira vez em 1799 e está colocado num museu de S. Petersburgo há dois séculos.

Não é a primeira vez que o mamute lanudo siberiano Mammuthus primigenius tem o seu DNA sequênciado, isso aconteceu pela primeira vez em 2005, e os resultados do genoma também já tinham sido apresentados para um mastodonte com idade entre os 50 e os 130 mil anos.

No entanto, a sequênciação de 10 indivíduos aumenta brutalmente a base de dados genética dos animais extintos. De facto, mais que duplica o número de animais extintos que têm os seus genomas mitocondriais sequênciados.

Essas sequências genéticas apenas tinham sido extraídas anteriormente de ossos, incluindo os de um urso das cavernas Ursus spelaeus com 40 mil anos de idade e de um Homem de Neanderthal Homo neanderthalensis que morreu há cerca de 30 mil anos.

Os investigadores, liderados por Tom Gilbert do Centro de Genética Antiga da Universidade de Copenhaga e por Webb Miller e Stephan Schuster da Universidade Estatal da Pennsylvania em University Park, extraíram DNA de tufos de pêlo do agora extinto mamute siberiano.

Foram capazes de juntar a sequência completa do DNA mitocondrial dos mamutes usando o método 'espingarda', em que uma amostra de DNA é quebrada em fragmentos que são depois multiplicados e reunidos através de um programa de computador. A técnica utilizou amostras tão pequenas como 0,2 gramas de DNA extraídos dos pêlos.

 

Os pêlos e os cabelos não costumam estar tão bem preservados como as amostras antigas de osso mas quando estão, como no caso da tundra da Sibéria, o DNA parece degradar-se muito mais lentamente, talvez porque o pêlo tem um conteúdo de água inferior ao do osso. 

Como os investigadores relatam na última edição da revista Science, as amostras de DNA do pêlo de mamute tinham taxas de danificação de 0,24%, comparadas com as de 1,7% vulgarmente encontradas nos ossos antigos.

É difícil colocar um limite temporal máximo para o tempo que o DNA pode sobreviver nos pêlos, diz Miller. "Modelos teóricos dizem que não devíamos estar a ver nenhum DNA. Dizem que após 50 mil anos enterrado e mais 200 anos num museu, não devia sobrar nada mas estavam errados."

Se a técnica puder ser replicada para outra amostras de pêlo, ou mesmo para penas, pode ajudar os zoólogos a criar árvores filogenéticas mais rigorosas das espécies extintas, usando amostras alojadas em museus de todo o mundo. 

O facto de o DNA parecer sobreviver mesmo à temperatura ambiente abre muitas colecções históricas a este tipo de estudo, salienta Miller. 

 

 

Saber mais:

University of Copenhagen Centre for Ancient Genetics

Penn State Center for Comparative Genomics and Bioinformatics

Descodificado DNA de mamute extinto

O projecto "Parque Pleistoceno"

 

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