2007-09-29

Subject: Aves 'vêm' pólo magnético?

 

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Aves 'vêm' pólo magnético?

 

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De que forma é que as aves se apercebem de onde fica o norte?

Investigações agora conhecidas apontam para a ideia de que as aves 'vêm' o campo magnético da Terra, em vez de o sentirem ou detectarem de alguma outra forma.

Trabalhos anteriores tinham sugerido que o campo magnético da Terra podia actuar sobre a sensibilidade do olho de uma ave migratória, de uma forma que a visão poderia estar envolvida na descoberta do norte magnético.

Agora, os investigadores comprovaram com evidências que moléculas presentes nos olhos das aves migratórias estão ligadas à parte do cérebro que guia a direcção do seu voo.

Dominik Heyers, da Universidade de Oldenburg, Alemanha, injectou felosas migratórias Sylvia borin com uma substâncias capazes de se deslocar ao longo das fibras nervosas juntamente com o impulso nervoso. Injectaram um tipo de molécula na zona do cérebro anterior conhecida por ser a única área activa quando as aves se orientam (conhecida por feixe N), e outro tipo de molécula na retina.

Depois de uma ave sentir o desejo de migrar, ambas as moléculas acabaram no mesmo local, relatam os investigadores na última edição da revista Public Library of Science One, a parte do tálamo responsável pela visão.

Esta associação anatómica apoia fortemente a noção de que as aves provavelmente detectam os campos magnéticos como uma sensação visual, dizem os investigadores.

Já tinha sido anteriormente sugerido que proteínas chamadas criptocromos presentes nos olhos de aves migratórias podiam desempenhar um papel na capacidade de bússola. 

A ideia é que estes criptocromos podem ser sensíveis ao estado electrónico de pares de radicais. Estes pares podem existir como singulares ou triplos e a proporção relativa entre estes estados é, por sua vez, influenciada pela orientação das moléculas no olho em relação ao campo magnético da Terra (ou a qualquer campo magnético a que a ave esteja exposta).

 

"Isto significa que se uma ave olhar numa dada direcção, o pólo magnético pode ser visto como um ponto negro", diz Heyers, ainda que acrescente que a forma exacta como as aves vêm esse campo magnético ainda seja pouco clara. "Não podemos perguntar às aves como o vêm."

O trabalho de Heyers que mostra uma ligação entre a retina e o feixe N é fantástico, diz Miriam Liedvogel, que estuda as migrações na Universidade de Oxford, mas a sua opinião não chega para provar a hipótese de que as aves conseguem 'ver' os campos magnéticos. Ela gostaria de ver experiências onde campos magnéticos são manipulados para que fique demonstrado de forma conclusiva que causam alteração da actividade neural no tálamo.

Mas este não será o fim da história da forma como as aves encontram o seu caminho.

Outro estudo mostrou que as aves migratórias também têm cristais magnéticos no bico envolvidos na navegação. Heyers pensa que os dois sistemas provavelmente se complementam, com o bico a ser usado para medir a força do campo magnético como uma espécie de mapa e os criptocromos nos olhos a funcionar como uma bússola. 

 

 

Saber mais:

Cryptochromes

Bússola interna ajuda morcegos a encontrar o caminho para casa

Pombos correio têm verdadeiro magnetismo

Aves migradoras dependem do pôr-do-sol

Mistério dos pombos-correios desvendado 

 

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