2007-09-25

Subject: Será que a vacina da gripe funciona nos mais idosos?

 

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Será que a vacina da gripe funciona nos mais idosos?

 

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Até que ponto a vacina da gripe é eficaz na prevenção de morte nos mais idosos?

Um revisão agora conhecida sugere que na realidade não há grandes evidências de que estas vacinas previnam as mortes associadas à gripe nos mais idosos, levantando mais uma vez a controvérsia sobre o tema. O debate pode influenciar tanto a forma como os mais idosos são tratados contra a gripe como a forma como as vacinas são distribuídas como forma de evitar epidemias.

Gerir epidemias de gripe é um desafio logístico enorme: existirão sempre mais pessoas que vacinas e as vacinas precisam de ser aplicadas onde serão mais eficientes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os esforços de vacinação sejam dirigidos aos que têm um risco mais elevado de sintomas severos com a gripe, como os enfermos e os idosos.

Muitos estudos sobre as vacinas da gripe analisaram populações idosas e concluíram que as vacinas reduziam a mortalidade durante o Inverno nos indivíduos com mais de 65 anos em mais de 50%.

Agora, Lone Simonsen, do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, pensa que o número não pode estar correcto. Pelo contrário, ela  acha que este aparente benefício se deve, provavelmente, a um erro matemático. O verdadeiro benefício deve ser menor, ainda que não saiba dizer quanto.

"Não estamos a dizer que os idosos não devem ser vacinados, estamos apenas a dizer que não há provas suficientes te momento para saber que benefícios estão a ser retirados disso", diz a co-autora Lisa Jackson, do GroupHealth Center for Health Studies de Seattle, Washington.

As autoras sugerem que ainda que as vacinas continuem a ser administradas, mais trabalho tem que ser feito para descobrir até que ponto são eficientes. E pode muito bem valer a pena explorar outras opções para os mais idosos, como uma alteração na vacina ou um aumento da dose.

Há muito que este debate dura. Em 2005, Simonsen já tinha relatado na revista Archives of Internal Medicine que, ainda que a administração de vacinas aos idosos na América tivesse subido de 15% em 1980 para 65% em 2001, as mortes relacionadas com a gripe não tinham descido da forma esperada.

O estudo também salientava que a gripe apenas causava 5% das mortes relacionadas com a gripe de Inverno, fazendo com que uma redução de 50% nas mortes como anteriormente tinha sido relatado algo misterioso.

 

Em 2006 uma análise na revista International Journal of Epidemiology, liderada por Jackson, revelou uma condicionante nos estudos originais: ela notou que os idosos vacinados tinham um risco de morte de modo geral inferior, não apenas no Inverno, mas também antes e depois. A explicação, sugeriu ela, era que pessoas mais saudáveis tinham maior probabilidade de receber a vacina, talvez por terem maior probabilidade de chegarem até à clínica.

O epidemiologista Heath Kelly, da Universidade de Melbourne na Austrália, diz estar "convencido" que havia condicionantes nos estudos anteriores. "Temos que ver muito bem o grau de eficácia das vacinas da gripe contra gripe confirmada laboratorialmente nos idosos." 

Ninguém sugere que as vacinas sejam riscadas, continua a recomendação da vacinação dos idosos, a vacina continua a ser a nossa melhor arma neste momento e deve ser usada.

A questão de os idosos e frágeis continuarem ou não a ser alvo preferencial de vacinação é sensível. "É herético sequer sugerir que não", diz Tom Jefferson, do Cochrane Vaccines Field em Roma. Mesmo apesar da imensa incerteza e da existência de investigações incorrectas no campo.

Simonsen é da opinião que a revisão levará os investigadores a explorar outras opções contra a gripe, incluindo a criação de vacinas mais potentes para os idosos ou passar o alvo para as crianças em idade escolar. "Proteger os idosos indirectamente ao reduzir o impacto geral da gripe nas crianças, os principais portadores da doença, pode ter grande mérito", diz ela. 

 

 

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