2007-09-23

Subject: Ossos do pulso apoiam da nova espécie para Hobbit

 

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Ossos do pulso apoiam da nova espécie para Hobbit

 

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Mais evidências vieram a lume que apoiam a teoria de que os 'hobbits', que viveram na remota ilha indonésia de Flores há dezenas de milhares de anos, eram realmente uma espécie única.

Um rigoroso estudo dos ossos do pulso do Homo floresiensis mostra que os seus pulsos eram muito mais primitivos que os nossos, sugerindo que eram evolutivamente distintos dos humanos modernos.

Os pulsos dos 'hobbits' têm um aspecto tão primitivo, dizem os investigadores, que teríamos que recuar milhões de anos, talvez mesmo até ao surgimento do género Homo em África para encontrar uma ancestralidade comum.

Desde que o H. floresiensis foi apresentado pela primeira vez ao mundo em 2004, o debate tem sido aceso acerca da possibilidade de os hobbits serem genuinamente uma espécie distinta ou apenas humanos anões.

Os cépticos argumentam que os crânios do tamanho de uma toranja dos hobbits são pura e simplesmente demasiado pequenos para ter acomodado a inteligência capaz de fabricar ferramentas que lhes é atribuída. Consideram que as ferramentas devem ter sido fabricadas por Homo sapiens normais e que os ossos de 'hobbit' pertencem a indivíduos portadores de microcefalia.

Paleontólogos liderados por Matthew Tocheri, do National Museum of Natural History de Washington DC, decidiram fazer uma abordagem diferente ao estudar os ossos do pulso de LB1, o primeiro e mais completo esqueleto encontrado na gruta Liang Bua em 2003.

Realizaram medições detalhadas de três tipos de ossos do pulso (os chamados trapezóide, escafóide e capitato) e compararam-nos com os dos humanos modernos, Homem de Neanderthal, grandes primatas vivos como gorilas e chimpanzés e ancestrais humanos do género Australopithecus.

Os pulsos do hobbit eram muito mais parecidos com os dos macacos e ancestrais humanos primitivos do que com os dos humanos modernos ou dos nossos parentes recentes de Neanderthal, relata Tocheri na última edição da revista Science. Os ossos do pulso também não têm semelhança com os dos humanos anões modernos.

Mas os ossos do pulso só nos podem contar uma história limitada acerca dos hobbits, diz Daniel Lieberman, antropólogo biológico da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts. "Penso que os investigadores fizeram um óptimo trabalho a demonstrar que os ossos do pulso são mais primitivos mas a verdadeira questão é se isso nos dá informação acerca do que o hobbit é."

Lieberman, que diz permanecer "verdadeiramente agnóstico" acerca de o hobbit ser uma verdadeira espécie ou um humano microcefálico, acrescenta que existem muitas formas de microcefalia que podem potencialmente originar modificações nos ossos.

 

Robert Martin, antropólogo no Field Museum de Chicago, céptico em relação ao facto do hobbit ser uma espécie, acrescenta que a análise não incluiu dados de microcefálicos ou pigmeus humanos modernos. "Estou surpreso que os revisores do manuscrito não tenham insistido nesse facto."

De modo geral, Lieberman considera que a investigação da questão do hobbit tem sido dificultada pela criação de facções que dividiram o campo em dois grupos cada vez mais hostis. Alguns dos fósseis de Liang Bua sofreram episódios bizarros em os investigadores de campos opostos os ocultaram uns dos outros.

A descoberta sugere que o ancestral mais recente que partilhamos com os hobbits viveu há mais de 800 mil anos, quando surgiram os ossos do pulso do tipo humano. Pensa-se que esta inovação tenha ocorrido há 800 mil a 1,8 milhões de anos, diz Tocheri.

É difícil tirar conclusões melhores sobre a questão, diz Tocheri, porque o registo fóssil africano dessa época, local e tempo onde teria vivido esse ancestral, não contém ossos de pulso. O principal candidato a ancestral comum é o Homo erectus, mas ainda que seja uma espécie bem documentada não se conhecem ossos de pulso.

A descoberta de ossos de pulso de H. erectus resolveria a questão pois se não fossem primitivos então teríamos que considerar a divergência ainda mais antiga, o que é improvável, dados os restantes aspectos do corpo do hobbit, muito semelhantes aos nossos, diz Lieberman. 

 

 

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