2004-01-24

Subject: Última oportunidade para salvar o oceano Antárctico 

News of the Wild

 

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Última oportunidade para salvar o oceano Antárctico 

 

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Cientistas australianos alertaram para o facto de a pesca pirata estar a causar danos irreparáveis ao oceano Antárctico, de tal forma que estamos a ficar sem tempo para o salvar.

Navio uruguaio de pesca ilegal Viarsa é capturado pelas autoridades australianasA pesca ilegal, quase sempre em busca do valioso bacalhau de profundidade Dissostichus eleginoides, está a devastar tanto os stocks pesqueiros como as populações de aves que vivem na zona. Os efectivos dessas espécies caíram de forma tão acentuada que a Austrália está a pedir ajuda a nível mundial para impedir a continuação da pesca ilegal. 

Esta deve ser a nossa última oportunidade para fazer o que é correcto, diz Adel Pile, da Universidade de Sydney. O oceano Antárctico é extremamente importante, pois regula aspectos globais do clima, como o El Nino. Se continuarmos a perturbar este ecossistema, iremos desiquilibrá-lo e as consequências afectaram todos, não apenas os que vivem no hemisfério sul. 

Os cientistas dizem que, actualmente, sabem mais sobre a superfície de Marte do que sobre o oceano Antárctico, pelo que a Austrália já enviou um navio de vigilância para proteger os stocks pesqueiros. No entanto, muitos conservacionistas consideram que o bacalhau de profundidade já está perto da extinção. 

Conhecido como o "ouro branco" da Antárctica, o bacalhau de profundidade é considerado uma iguaria no Japão e nos Estados Unidos, atingindo elevado preço e estimulando o comércio ilegal. Na realidade, existem receios de que muitos piratas da pesca operam com o apoio de governos corruptos. 

Como resultado, o ministro das pescas australiano Ian McDonald apelou a uma resposta internacional unida, como a única forma de combater os piratas. São muito activos, diz, por isso necessitamos de trabalhar mais com os ingleses, sul africanos e neozelandeses, conclui. 

O grau de preocupação resulta do importante papel que o bacalhau de profundidade representa nos ecossistemas antárcticos, fazendo parte da dieta dos cachalotes e da foca elefante, explica Matt Jacobs, do aquário de Sydney. 

 

Se se retirar o predador de topo, um animal como o tubarão branco por exemplo, haverá um excesso de focas, que por sua vez, causarão uma diminuição da população de peixes. Assim, todos serão afectados, mesmo o Homem, através dos pescadores. 

A destruição não está a decorrer não apenas abaixo mas também acima da superfície. Estima-se que mais de 100000 aves marinhas que procriam nas ilhas sub-Antárcticas são mortas por ano, como resultado dos anzóis de linha longa usados pelos arrastões ilegais. 

As aves são atraídas para os anzóis com isco, que se estendem por quilómetros através do oceano. Acabam por ficam presas nos anzóis, que são afundados, altura em que as aves se afogam. 

Nicola Bynin, da Humane Society International, acredita que algumas espécies estão a ser lentamente eliminadas. Os albatrozes e os petréis são provavelmente as aves mais ameaçadas do planeta. A causa da sua gradual extinção não é mais do que a pesca ilegal do bacalhau de profundidade. 

 

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Saber mais: 

Sydney University

Humane Society International

Medidas drásticas na protecção de peixe ameaçado

Nova esperança para os albatrozes

 

 

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