2007-09-02

Subject: Mundo enfrenta bomba-relógio de arsénico

 

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Mundo enfrenta bomba-relógio de arsénico

 

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@ APExistem cerca de 140 milhões de pessoas, principalmente em países em vias de desenvolvimento, que estão a ser envenenadas pela presença de arsénico na água de beber, acreditam os investigadores.

Falando no encontro anual da Royal Geographical Society (RGS) em Londres, os cientistas referiram que esta situação pode levar a um aumento das taxas de cancro no futuro.

O sul e o leste da Ásia são responsáveis por mais de metade dos casos conhecidos a nível global e a dieta rica em arroz cultivado em áreas afectadas também pode representar um risco para a saúde.

"É um problema global, presente em 70 países, provavelmente mais", diz Peter Ravenscroft, investigador associado em geografia na Universidade de Cambridge. "Se trabalharmos com base nos critérios para a qualidade da água de beber usados na Europa e na América do norte então vemos que cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo estão em risco."

O consumo de arsénico leva a uma maior taxa de cancro, incluindo tumores dos pulmões, bexiga e pele, bem como outras doenças dos pulmões. Alguns destes efeitos surgem décadas depois da primeira exposição.

"A longo prazo, uma em cada 10 pessoas com altas concentrações de arsénico na sua água de beber vai morrer devido a isso", referiu Allan Smith, da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Esta é a maior taxa de aumento de mortalidade devida a qualquer tipo de exposição ambiental de que há conhecimento."

A resposta internacional, continua ele, não está de acordo com a gravidade do problema. "Não conheço nenhuma agência governamental que tenha dado a devida prioridade a esta questão."

Os primeiros sinais de que a água contaminada com arsénico pode ser um importante problema de saúde surgiram na década de 80 do século passado, com o conhecimento de comunidades envenenadas no Bangladesh e no estado indiano de Bengala Oeste.

Para evitar beber águas superficiais, que podem estar contaminadas com bactérias causadoras de diarreia e outras doenças, as agências de ajuda às populações têm promovido a abertura de poços, não suspeitando que a água dos poços iria conter níveis elevados de arsénico.

O metal está presente naturalmente no solo e é lixiviado para as águas subterrâneas, pensando-se que as bactérias também desempenham um papel. Desde então, esta contaminação em larga escala foi encontrada noutros países asiáticos, como a China, Cambodja e Vietname, tal como na América do sul e em África.

 

Não é um problema tão grande na América do norte e na Europa onde a água é fornecida, na sua maioria, por companhias. No entanto, alguns poços privados podem não ser testados e apresentar um problema, diz Ravenscroft.

Uma vez a ameaça identificada, existem remédios, como cavar poços mais fundos, purificação e identificação de fornecimentos superficiais seguros.

Como prioridade, os cientistas presentes no encontro da RGS propuseram que todos os poços fossem testados como forma de se avaliar a real ameaça para as comunidades. "África, por exemplo, é provavelmente menos afectada que outros continentes mas sabe-se tão pouco sobre o que lá se passa que é melhor recomendar testes generalizados", diz Peter Ravenscroft.

A sua equipa de Cambridge desenvolveu modelos de computador com o objectivo de prever que regiões podem estar mais em risco, levando em conta factores como a geologia e o clima.

"Temos avaliações das bacios dos rios Ganges e Brahmaputra, por exemplo, e estamos a analisar outras bacias. Existem áreas semelhantes na Indonésia e nas Filipinas e poucas evidências de testes. Ainda assim, onde eles foram feitos, como na província de Aceh na Indonésia, foram detectados sinais de arsénico."

A prática asiática de usar a mesma água para a agricultura e para beber também pode ser uma fonte de envenenamento por arsénico. O arroz é cultivado em terrenos geralmente inundados com água dos poços e o arsénico fica concentrado no cereal usado como alimento.

Andrew Meharg, da Universidade de Aberdeen, mostrou que as transferências de arsénico do arroz para o arroz são 10 vezes mais eficientes do que para outros cereais.

Este é claramente um problema em países como o Bangladesh onde o arroz é a base da alimentação e Meharg acredita que pode ser um problema mesmo em comunidades ocidentais que comam muito arroz. 

 

 

Saber mais:

Arsenic Crisis Information Centre

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