2007-09-01

Subject: Medicamento contra HIV combate células cancerígenas

 

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Medicamento contra HIV combate células cancerígenas

 

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Um tipo de medicamento vulgarmente utilizado no tratamento do HIV pode abrandar o crescimento das células cancerosas, descobriram os investigadores. A descoberta aumenta a esperança que medicamentos desenvolvidos para combater uma doença mortal possam ajudar a combater outra igualmente mortal.

O medicamento para o HIV nelfinavir está a passar o seu primeiro teste clínico em pacientes com uma gama variada de cancros, à luz das novas evidências. Especialistas em cancro pensam que 'reposicionando' medicamentos já aprovados para a terapia do HIV podem salvar vidas ao reduzir a espera de 15 anos e os custos de US$1 mil milhões necessários para trazer um medicamento para o cancro do laboratório para a clínica.

Phillip Dennis do National Cancer Institute dos Estados Unidos em Bethesda, Maryland, começou a testar os medicamentos para o HIV em células cancerosas depois de notar que os efeitos tóxicos do vírus nas células são semelhantes às alterações observadas em células cancerosas. A busca por novas formas para tratar o cancro já conduziu anteriormente a analgésicos e tratamentos para o enjoo a serem alistados no combate à doença.

A equipa de Dennis aplicou seis medicamentos aprovados para o HIV a uma grande variedade de células cancerosas crescidas em laboratório. Três dos medicamentos abrandaram significativamente o crescimento das células tumorais e aumentaram a morte celular, relata o investigador na revista Clinical Cancer Research. O mais eficiente dos 3, o nelfinavir, que impede a actividade das enzimas proteolíticas na célula, também bloqueava o crescimento de tumores em ratos injectados com células cancerosas.

O efeito não é particularmente surpreendente, diz Ian Hampson da Universidade de Manchester, que já tinha descoberto que outro medicamento para o HIV, lopinavir, tem o potencial para evitar o cancro cervical. "Os cancros têm muitos paralelos com as infecções virais."

 

Hampson sugere que vírus como o HIV se defendem contra o sistema imunitário activando a unidade de recolha de lixo da célula, os proteassomas, de maneira a que as proteínas imunitárias de protecção sejam destruídas antes que consigam combater o vírus. As mutações causadoras de cancro também activam os proteassomas, logo medicamentos que bloqueiem a degradação das proteínas, como o nelfinavir, podem teoricamente combater ambas as doenças.

O nelfinavir está agora nos testes clínicos preliminares, o que pode revelar a dose que pode ser tolerada por pacientes com cancro e de que forma afecta tumores sólidos no corpo.

A ideia de deslocar medicamentos entre ramos da medicina está a ganhar adeptos, medicamentos para o HIV estão a ser testados no vírus SARS (a chamada pneumonia atípica) e o medicamento anti-malária cloroquina está a ser explorado como potencial tratamento para o cancro. Dennis diz que "o conceito de analisar todos os medicamentos em busca de propriedades anti-cancro tem potencial", e espera que um plano para testar todos os medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration americana para células tumorais vá em frente. 

 

 

Saber mais:

National Cancer Institute

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