2007-08-28

Subject: Minhocas alteram a química do solo

 

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Minhocas alteram a química do solo

 

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As minhocas têm um impacto inesperado nas florestas, descobriram os investigadores: elas podem alterar a química do solo logo pensa-se que afectarão a velocidade a que o dióxido de carbono é emitido a partir do solo da floresta.

O resultado é particularmente interessante para os que estudam as florestas norte-americanas, pois as minhocas têm sido historicamente raras nesta parte do mundo. 

Apenas dois géneros de minhocas são nativos da América do Norte e a maioria dos animais que agora andam pelo continente foram introduzidos pelos colonos europeus no século XIX. Em algumas áreas do norte do Minnesota, por exemplo, as minhocas estão a espalhar-se pela região pela primeira vez desde a última glaciação.

Timothy Filley, biogeoquímico da Universidade Purdue em West Lafayette, Indiana, tem vindo a analisar o solo abaixo das minhocas numa faixa da floresta do norte do Minnesota, de forma a verificar que tipo de alteração está a ocorrer com esta invasão.

Filley descobriu sulcos de lírios Liriodendron tulipifera na floresta tanto com como sem minhocas, e retirou amostras do solo ao longo de um período de 6 meses. Descobriu que as minhocas 'mastigavam' certos tipos de folhas preferencialmente e a degradação de diferentes tipos de matéria orgânica tinha posteriormente um efeito dominó no subsolo. "O solo abaixo era influenciado quimicamente pelas minhocas."

À medida que o húmus começa a degradar-se e começa a tornar-se solo, pare do material vai ser decomposto por fungos e bactérias e convertido em CO2. Outras formas de carbono têm tendência a permanecer aprisionadas no solo, incluindo biopolímeros complexos e difíceis de degradar (como a lenhina que compõe a madeira ou a cutina da superfície das folhas).

Outros compostos de carbono escapam à degradação juntado-se fisicamente em massas de matéria de difícil degradação ou unindo-se quimicamente à superfície de minerais.

 

As minhocas, parece, preferem alimentar-se dos materiais mais macios (pobres em lenhina) das folhas, descobriu Filley. Isso significa que zonas que alberguem minhocas têm solos pobres em cutina e ricos em lenhina.

Alterando o equilíbrio entre lenhina e cutina, e possivelmente o equilíbrio entre o carbono aprisionado no solo de diversas formas, provavelmente tem impacto na quantidade de CO2 que uma faixa de floresta liberta e com que rapidez. Estudos recentes mostraram que os componentes dos biopolímeros como a cutina nos tecidos macios das folhas podem ser a forma de carbono que permanece mais tempo armazenada no solo, por exemplo.

Filley não mediu a libertação de CO2 nas suas faixas de floresta, logo não pode dizer de que forma estas alterações químicas a estão a afectar, nem com que intensidade. Mas não há dúvida que o alastrar das minhocas precisa de ser tido em conta quando se pensa nos sumidouros de carbono, diz ele. "Esta alteração global pode alterar a quantidade de carbono no solo ou a quantidade que é lixiviada para o solo", diz Filley. "O que pensamos sobre as florestas vai mudar."

As questões que Filley está a analisar são importantes, diz o geoquímico Anthony Aufdenkampe, do Stroud Water Research Center em Avondale, Pennsylvania: "As minhocas estão a expandir-se rapidamente devido às actividades humanas nos ecossistemas do hemisfério norte", explica ele. Estes ecossistemas contêm grandes quantidades de carbono no solo que, se libertado, pode ter grande impacto no CO2 atmosférico, acrescenta ele.

 

 

Saber mais:

Invasão de cícadas alimenta florestas americanas

 

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