2007-08-26

Subject: Ver através do queixo?

 

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Ver através do queixo?

 

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O peixe tromba-de-elefante, que descobre o caminho de noite através de uma versão eléctrica do sonar, tem sentidos suficientemente aguçados para avaliar a forma e o tamanho de objectos no seu tanque no escuro, descobriram os investigadores.

O peixe pode mesmo identificar formas quando apenas tem uma simples armação de arame em vez de objectos sólidos.

O órgão sensorial do Gnathonemus petersii (que parece, como o nome sugere, uma tromba de elefante) é na realidade um queixo alongado forrado com sensores eléctricos que detectam distorções no próprio campo eléctrico do peixe. À medida que busca alimento no escuro de breu da noite tropical africana, o peixe tromba-de-elefante vai varrendo o chão com o apêndice como uma pessoa com um detector de metais, de forma a navegar em volta dos obstáculos e localizar as larvas de que se alimenta. 

Durante as horas de dia, a maioria dos peixes pode usar os olhos para formar uma imagem sofisticada do tamanho e forma dos objectos à sua volta mas ninguém sabia se o peixe tromba-de-elefante era capaz de fazer o mesmo usando  sua electrolocação. 

Para o descobrir, Gerhard von der Emde, da Universidade de Bona, colocou um cubo e uma pirâmide no tanque e estudou o forma de navegação do peixe em escuridão total, através de uma câmara de infravermelhos. De cada vez que o peixe nadava até à pirâmide recebia uma larva como recompensa.Rapidamente o peixe aprendeu a escolher a pirâmide. 

Von der Emde atribui esta capacidade ao facto de os peixes tromba-de-elefante africanos terem os maiores cérebros, quando comparados com o comprimento do corpo, de todos os peixes (de facto, esta proporção é mesmo maior que a dos humanos) e ser conhecido que têm boa memória. O seu peixe campeão, treinado durante 3 anos, foi capaz de se lembrar que objecto devia escolher depois de um intervalo de vários meses.

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Quando objectos sólido foram trocados por modelos ocos de arame, o peixe continuava a ser capaz de detectar a pirâmide, sugerindo que conseguia detectar a forma apenas pelo contorno. Se a pirâmide estivesse entre os objectos oferecidos, o peixe tinha tendência para nadar para o objectivo mais parecido em termos de volume, relata ele na revista Journal of Experimental Biology.

Von der Emde diz que este desempenho incrível no reconhecimento complexo de objectos mostra que o tromba-de-elefante pode construir imagens tridimensionais sofisticadas do que se passa à sua volta através de sinais eléctricos.

John Lewis, professor de zoologia no Royal Holloway, Universidade de Londres, concorda que os tromba-de-elefante africanos são mais "espertos" que o peixe médio e não está surpreso de saber que têm métodos sofisticados de navegação.

A electrolocação é tão admirável nestes peixes que outros investigadores estão agora a tentar imitá-lo com tecnologia de detecção de campos eléctricos artificial, o que daria aos submersíveis robotizados o mesmo tipo de visão nocturna. 

 

 

Saber mais:

Electric fish

Sensing technology

 

 

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