2007-08-22

Subject: Gorila fóssil antecipa o nosso ancestral comum

 

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Gorila fóssil antecipa o nosso ancestral comum

 

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O último ancestral comum do Homem e dos gorilas pode ter vivido pelo menos 2 milhões de anos antes do que antes se pensava. Os dentes fossilizados do gorila mais antigo de que há conhecimento, datando de há 10 milhões de anos, foi descoberto em África, revelaram os investigadores.

A nova espécie Chororapithecus abyssinicus da Etiópia, descrita no artigo 'A new species of great ape from the late Miocene epoch in Ethiopia', ajuda a preencher um enorme espaço em branco no registo fóssil. A equipa de investigadores etíopes e japoneses baseou a sua conclusão em apenas 9 dentes de pelo menos 3 indivíduos, que foram descobertos nas terras áridas de Afar a cerca de 170 Km a leste de Addis Ababa.

Os dentes, oito molares e um canino, "são colectivamente indistinguíveis das subespécies modernas de gorilas" em tamanho, proporção e estrutura interna, diz Gen Suwa do Museu da Universidade de Tóquio, que liderou o estudo. 

A equipa argumenta que a data de divergência dos gorilas da linhagem humana não é de cerca de 8 milhões de anos como antes se considerava mas "mais de 10 a 11 milhões de anos" com base na idade da nova espécie. Funcionalmente, acrescenta ele, os dentes parecem já estar a evoluir (já funcionam com uma dieta vegetal, uma característica dos gorilas) apesar de outros macacos herbívoros também existirem no registo fóssil.

Esta descoberta pode renovar a discussão acerca da forma como os antropólogos e os geneticistas determinam a divergência dos hominídeos dos chimpanzés, antes colocada há cerca de 6 milhões de anos. "O Chororapithecus abyssinicus sugere, uma vez mais, que África foi o local de origem tanto dos humanos como dos grandes primatas africanos modernos" e não a Eurásia como alguns argumentam, diz Suwa.

 

Mas o paleontólogo Jay Kelley, que estuda dentes de primatas na Universidade do Illinois, Chicago, está céptico. "Não estou convencido de que seja um gorila." Serão necessários mais fósseis, análises e debates para determinar se o espécime é ancestral dos hominídeos, acrescenta ele. Por agora, ele seria "muito cauteloso" em usar o espécime para realinhar a divergência entre hominídeos e gorilas e chimpanzés.

A equipa de Suwa é parte da Revealing Human Origins Initiative (RHOI), um projecto que busca em múltiplas localizações de África, Europa e Ásia por espécies anteriores ao hominídeo mais antigo conhecido, o Sahelanthropus tchadensis com 7 milhões de anos.

Entre 15 e 22 milhões de anos atrás existiam dúzias de espécies de primatas em toda a África e Eurásia mas os fósseis mostram que essas espécies não partilham as características dos grandes primatas africanos. "Dessas espécies, o ancestral comum aos grandes primatas africanos e ao Homem divergiu", diz Tim White, paleoantropólogo da Universidade da Califórnia, Berkeley, e director do RHOI. "O objectivo do RHOI é encontrar os ancestrais comuns, com o C. abyssinicus podemos ver o ancestral dos grandes primatas africanos." 

 

 

Saber mais:

RHOI

Ape hand perspective

Grande primata ancestral descoberto

De cair o queixo: nova teoria da evolução humana

 

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