2004-01-20

Subject: Desenvolvidos testes de personalidade para cães 

News of the Wild

 

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Desenvolvidos testes de personalidade para cães 

 

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Um teste para avaliar a personalidade de um cão ajudou a provar o que os donos destes animais sabem há muito mas os muitos psicólogos negavam: os cães têm personalidade. O teste, desenvolvido por Sam Gosling da Universidade do Texas e colegas, pode ajudar os investigadores a deslindar a biologia do carácter animal e humano. 

Os cientistas estão dispostos a aceitar com facilidade que o Homem e os animais partilham características anatómicas e fisiológicas, refere Gosling, mas muitos estão ainda relutantes em aceitar que partilhamos outras características, como os sentimentos e emoções ou a personalidade. 

Alguns consideram esta aceitação um golpe contra o estatuto especial de que o Homem tem gozado, conclui Gosling.  Outros, pelo contrário, acreditam que os donos de cães projectam a sua própria personalidade nos seus cães, não existindo neles verdadeiro carácter. 

No entanto, é tão provável a evolução de características de personalidade em animais, como a evolução de características físicas, defende Gosling. O que faltava era um teste que provasse que o carácter canino existe. 

Gosling pediu a donos de cães que classificassem o seu cão em relação a 4 características de personalidade, igualmente presentes no Homem e com extremos positivos e negativos. Por exemplo, os cães poderiam ser classificados como enérgicos, letárgicos ou algo intermédio. As restantes características eram afeição/agressão, ansiedade/calma e inteligência/estupidez. 

Pessoas estranhas observaram, de seguida, os cães a realizar algumas tarefas num parque e classificaram-nos com base nas mesmas 4 características. A ansiedade, por exemplo, foi aferida com base na reacção do cão ao afastamento do dono com outro cão. A capacidade de encontrar uma guloseima de debaixo de uma caneca foi usada como medida de inteligência. 

No total, 78 cães de todas as formas e tamanhos foram testados. De modo geral, os donos e os estranhos concordaram na avaliação da personalidade individual de cada cão, sugerindo que as personalidades realmente existem. 

 

O estudo também fornece boas notícias para as vítimas dos estereótipos caninos, pois demonstrou que as personalidades variam muito dentro de uma dada raça: nem todos os pit bulls são agressivos, por exemplo, da mesma forma que nem todos os golden retrievers são afectuosos. 

Gosling optou por estudar cães por estes serem um animal de estimação muito comum e porque, naturalmente, têm um vasto leque de comportamentos, mas considera que uma versão modificada deste teste deverá funcionar bem noutras espécies, como os ratos. 

A personalidade é uma complexa mistura de factores genéticos e ambientais. Ratos geneticamente modificados podem ajudar os investigadores a descobrir que aspectos da personalidade passam de pais para filhos, permitindo entender as bases genéticas e biológicas da personalidade, diz Jonathan Flint, da Universidade de Oxford, que estuda a genética e a neurobiologia de características complexas. 

O estudioso do comportamento animal John Bradshaw, da Universidade de Bristol, considera o teste de Gosling rigoroso, mas alerta para o facto de depender de definições subjectivas dos traços de personalidade. Pessoas diferentes podem ter definições diferentes de "timidez", por exemplo, conclui. 

Testes mais objectivos, como verificar quanto tempo leva um animal a recuperar após um susto, podem fornecer uma medida mais correcta das características da personalidade. Tais métodos já existem mas são demorados, refere Gosling. Ainda ninguém aplicou esse tipo de teste objectivo para formar uma análise complexa da personalidade animal. 

 

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Saber mais:

União Zoófila

Cães podem ajudar a entender o genoma humano

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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