2007-08-01

Subject: Implante estimula actividade em cérebro danificado

 

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Implante estimula actividade em cérebro danificado

 

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A função cerebral foi melhorada num paciente que estava num estado de consciência mínima ao estimular electricamente uma região específica do cérebro através de eléctrodos implantados.

A descoberta levanta questões interessantes acerca do tratamento de outros pacientes que estão neste estado há anos, dizem os investigadores.

Pacientes num estado de consciência mínima, vulgarmente o resultado de graves traumas cerebrais, mostram apenas evidências intermitentes de consciência do mundo que os rodeia. Tipicamente, assume-se que que têm poucas chances de recuperação se não mostram sinais de melhoras durante o programa inicial de reabilitação, com a duração de 12 meses.

No último caso estudado, os neurocientistas descrevem a forma como implantaram eléctrodos no cérebro de um homem com 38 anos que estava no estado de mínima consciência há mais de seis anos, após ter sido agredido com gravidade.

Estimulando electricamente uma região do seu cérebro conhecida por tálamo central, os investigadores puderam ajudá-lo a identificar objectos a pedido, realizar gestos com as mãos de forma precisa e mastigar alimentos sem a ajuda de um tubo alimentador (veja também 'Behavioural improvements with thalamic stimulation after severe traumatic brain injury'). O tálamo está envolvido no controlo motor, na excitação sexual e na transmissão dos sinais sensoriais, dos sistemas visuais, por exemplo, para o córtex cerebral, responsável pelo pensamento consciente.

Nicholas Schiff, do Weill Cornell Medical College de Nova Iorque, escolheu este paciente porque acreditava que a sua situação se devia a um bloqueio do sistema de excitação e que apesar dos danos consideráveis ao eu córtex cerebral, muitas áreas essenciais continuavam funcionais.

 

"Há uma categoria de pacientes que são sensíveis a esta abordagem", diz Schiff, mas acrescenta que doentes com outro tipo de danos cerebrais podem não tirar benefícios da electroestimulação. "Nem todos os pacientes no estado de consciência mínima se vão enquadrar neste perfil", diz ele, logo é difícil aos neurologistas identificarem quem vai evidenciar sinais de recuperação.

Ainda assim, o caso mostra que muitos pacientes actualmente vistos como sem recuperação possível podem beneficiar de mais investigação. "Graves danos cerebrais não são um problema invulgar e o número de pessoas a realizar investigação na área é chocantemente reduzido", diz Schiff. "É muito raro encontrar um programa que chegue sequer a retirar um paciente em estado de consciência mínima dos cuidados intensivos. Se não respondem de forma suficientemente viva e não conseguem comunicar ou interagir com as pessoas à sua cabeceira, vão directamente para um lar."

"O estudo não sugere que a estimulação do cérebro profundo 'cura' o paciente do estado de consciência mínima", diz Paul Matthews, um neurocientista clínico do Imperial College de Londres. "Ainda que baseado num único caso, sugere que este tipo de estimulação pode ser adaptado de forma a beneficiar pelo menos alguns pacientes no estado de consciência mínima e enfatiza que as melhoras podem surgir mesmo muito tempo após a ocorrência do ferimento." 

 

 

Saber mais:

Weill Cornell Medical College Neurology and Neuroscience

 

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