2007-07-24

Subject: Alterações na precipitação associadas às actividades humanas

 

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Alterações na precipitação associadas às actividades humanas

 

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A actividade humana tem tornado o clima mais húmido numa larga faixa do hemisfério norte, dizem os investigadores, mas para além de tornar as regiões mesmo a sul do equador mais húmidas também tornou as zonas mesmo a norte mais secas.

A agricultura e a saúde humana já estão a ser afectadas, relata Francis Zwiers, do Canadian Centre for Climate Modelling and Analysis de Toronto, na última edição da revista Nature.

Estas são as primeiras evidências de que a actividade humana alterou os padrões de precipitação. "Esperávamos que os padrões de precipitação se alterassem mas não havia provas concludentes de que se deviam à acção do Homem", diz o investigador climático Nathan Gillett, da Universidade de East Anglia em Norwich, um dos autores do estudo. "Este estudo mostra que são."

Para demonstrar a influência humana, os investigadores compararam alterações observadas na precipitação durante o século XX com as previstas por 14 modelos climáticos, divididos em 3 categorias. Uma categoria contém estimativas das emissões humanas de gases de efeito de estufa, uma outra inclui apenas factores naturais (como aerossóis vulcânicos, por exemplo) e uma terceira ambos os factores.

Os modelos que incluíam tanto as influências humanas como as naturais reflectiram da melhor forma as tendências observadas. 

Na zona entre os 40 e os 70°N, onde se inclui a América do norte e a maioria da Europa, a precipitação aumentou cerca de 62 milímetros por século entre 1925 e 1999. Os investigadores estimam que entre os 50 e os 85% deste aumento pode ser atribuído à actividade humana.

Da mesma forma, a maior parte do clima mais húmido observado entre os 0 e os 30°S deve-se á actividade humana. Estudos anteriores não tinham detectado a influência humana porque se tinha analisado a quantidade de precipitação global, ou seja, o aumento em algumas áreas mascarava a diminuição noutras.

 

Um dos locais que se tornou mais seco é a região do Sahel em África, entalada entre o Sahara e a cintura de floresta tropical, que sofreu uma seca e fome severas entre as décadas de 50 e 80 do século passado.

"Se procurarmos as regiões onde tanto os modelos como as observações mostram uma redução da precipitação, torna-se obviamente mais complicado cultivar", diz Gillett. "No norte observamos um aumento da precipitação média, com o consequente aumento do caudal dos rios e de risco de cheias."

As alterações observadas foram maiores do que os modelos previam, sugerindo que as projecções do impacto humano no futuro pode estar a ser subavaliadas.

"Este estudo é muito importante", diz o investigador climático Myles Allen, da Universidade de Oxford. "Identifica a influência humana sobre a precipitação, que pode ser apenas um primeiro sinal do que ainda está por vir." 

 

 

Saber mais:

Canadian Centre for Climate Modelling and Analysis

Poluição asiática tem impacto a nível global

Aquecimento global enfraquece ventos do Pacífico

 

 

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