2007-07-21

Subject: Caranguejos utilizam as carapaças como caixote do lixo

 

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Caranguejos utilizam as carapaças como caixote do lixo

 

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Mudar uma carapaça velha pode representar mais do que apenas estar demasiado grande para caber no seu interior. Os crustáceos que vivem em águas poluídas são capazes de se desfazer dos metais tóxicos ao mudar as suas carapaças antigas, revelam os investigadores.

Os crustáceos precisam de mudar de exosqueleto ao longo de toda a vida para puderem crescer. Com o aproximar de uma mudança, começa a formar-se um novo exosqueleto por baixo do antigo. Para facilitar o amolecimento do exosqueleto antigo e facilitar o processo, o cálcio é reabsorvido nos dias anteriores à muda. Com a retirada da carapaça antiga, o cálcio reabsorvido é devolvido à nova carapaça, para a tornar mais rígida.

Os biólogos marinhos há muito que compreendem este processo de controlo do cálcio mas só agora começaram a aperceber-se até que ponto a muda pode afectar a distribuição de outros elementos, como os metais.

Os metais podem ser tóxicos em excesso e causam inúmeros problemas de saúde, como alterações na reprodução, atraso na regeneração de membros danificados e alterações na coloração do corpo. Cobre, zinco e chumbo têm sido encontrados no exosqueleto, levando alguns investigadores a especular sobre a possibilidade de os crustáceos mudarem de carapaça para retirarem o excesso de metia do corpo.

Para o verificar, Lauren Bergey e Judith Weis, da Universidade Rutgers de Newark, Nova Jérsia, obtiveram caranguejos violinistas Minuca pugnax de duas populações muito diferentes, uma de Linden, Nova Jérsia, perto de uma estação de tratamento de esgotos e de uma auto-estrada rodeada de instalações industriais, e outra da Reserva Estuarina de Investigação Jacques Cousteau de Nova Jérsia.

A equipa descobriu que os caranguejos violinista conseguem realmente gerir o seu conteúdo em metais. Ambas as populações absorveram cobre e zinco dos exosqueletos para os tecidos moles antes da muda mas a população que vive no local poluído aproveitou a muda para se libertar do excesso de chumbo. 

 

"O que encontrei de mais espantoso nesta situação foi a quantidade de chumbo que era retirado do corpo dos animais nas águas poluídas", diz Bergey. Alguns dos caranguejos libertavam até 76% do seu conteúdo corporal de chumbo numa única muda. os resultados desta investigação vão ser publicados na próxima edição da revista Marine Environmental Research.

A deslocação de tamanha quantidade de metal deve causar danos ao caranguejo, ainda que os custos energéticos a longo prazo não sejam ainda claros mas sejam, com certeza, inferiores aos devidos ao envenenamento por metais pesados.

"Precisamos de considerar a análise da muda sob uma nova perspectiva", diz Bergey. Alguns investigadores que estudam a resposta dos crustáceos aos metais apenas observam os animais durante um curto período de tempo mas este trabalho sobre a muda revela que a exposição aos metais deve ser estudada a longo prazo, para captar o efeito da muda na forma como os crustáceos lidam com a poluição. 

 

 

Saber mais:

The fate and Effect of Toxic Metals in Aquatic Food Webs

Crustacea.net

How toxic are heavy metals to estuary life?

Caranguejos violinista ajudam os vizinhos mais fracos

 

 

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