2007-07-20

Subject: O homem com um buraco no cérebro

 

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O homem com um buraco no cérebro

 

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Há 3 anos, um homem de 44 anos foi admitido num hospital de Marselha, queixando-se de fraqueza na perna esquerda. Mas ele não podia ter adivinhado a causa que os médicos encontraram para a sua situação: uma enorme bolsa de fluido em lugar de cérebro.

Normalmente o fluido circula continuamente através do cérebro e é drenado de volta à circulação sanguínea mas neste caso, os tubos de drenagem deste homem tinham-se estreitado, resultando numa acumulação de fluido nos ventrículos cerebrais e um aumento do crânio. A situação levou a que o cérebro fosse espremido numa fina camada em volta do exterior da bolsa, relatam os médicos na revista Lancet.

"Ficámos muito surpreendidos quando analisámos o TAC pela primeira vez", diz Lionel Feuillet, neurologista da Universidade do Mediterrâneo em Marselha. "O cérebro era muito mais pequeno que o normal." Ainda assim, os testes subsequentes revelaram que o homem tem um QI de 75, no extremo mais baixo do 'intervalo normal'.

O paciente era um homem casado com duas crianças e funcionário público. O seu problema na perna esquerda era um sintoma neurológico da sua situação, diz Feuillet.

O problema causado por uma acumulação de fluido nos ventrículos cerebrais, conhecida por hidrocefalia, é relativamente comum, afectando uma em cada mil pessoas. Embora mais comum em crianças, também ocorre em adultos.

Para libertar o líquido acumulado, os médicos inserem um tubo que permite a sua drenagem para o sistema sanguíneo e para o resto do sistema nervoso central. Com este tratamento a maioria dos pacientes levam uma vida relativamente normal mas os problemas neurológicos e outras complicações, como infecções cerebrais, não são invulgares. Sem tratamento, a situação é fatal.

 

É provável que o homem do caso tenha tido hidrocefalia desde a nascença, diz Feuillet. Os seus registos médicos mostram que ele foi tratado com um tubo aos 6 meses e aos 14 anos, mas sem outros problemas neurológicos a doença passou despercebida durante anos.

O facto de o seu historial médico mostrar um desenvolvimento neurológico normal é espantoso, diz Feuillet. "Este caso é único, tanto quando sabemos. Nunca encontrámos uma hidrocefalia tão grave antes."

Muitas outras doenças levam ao reduzir do tamanho do cérebro, incluindo a atrofia cerebral devida à doença de Alzheimer, explica Feuillet. "Mas nestes casos as capacidades mentais são geralmente afectadas." Por exemplo, as pessoas com microcefalia, em que o tamanho da cabeça e do cérebro são reduzidos mas a estrutura cerebral permanece, podem sofrer de paralisia cerebral, epilepsia, problemas de visão e audição e mesmo autismo.

Felizmente, este paciente recuperou completamente do tratamento, relata Feuillet, apesar de um TAC posterior não ter revelado qualquer alteração do tamanho do cérebro.

E assim continua a viver o homem com o cérebro minúsculo. 

 

 

Saber mais:

The Hydrocephalus Association

 

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