2007-07-18

Subject: Batatas transgénicas expulsas dos Andes

 

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Batatas transgénicas expulsas dos Andes

 

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Esta quinta-feira o governo de Cusco, uma região dos Andes peruanos, vai proibir todas as variedades de batata geneticamente modificada (GM), revela o International Institute for Environment and Development (IIED) de Londres.

A zona foi o local de nascimento de muitas das variedades de batata e continua a albergar milhares de tipos diferentes deste tubérculo, desde a difícil de descacar q'achun waq'achi à cinzenta escura amakjaya.

A decisão foi apoiada pela organização não lucrativa peruana, a Association ANDES, e pelo IIED. A motivação é garantir que os genes das batatas GM não se infiltrem nas batatas nativas e apoiar os esforços para dar a conhecer a área como fonte de variedades de batatas orgânicas autênticas.

Alejandro Argumedo, director associado da Association ANDES, cita razões emocionais e económicas, bem como de cautela, para a decisão. "Esta é a terra da batata. Todas as batatas têm significado, nós acreditamos que as batatas têm espírito", diz ele. Mas, também, acrescenta ele, "há preocupações de contaminação nos centros de origem."

A proibição também vai tenta impedir que as batatas GM mais baratas compitam com as variedades locais, orgânicas mas mais caras.

Argumedo há muito que está envolvido na repatriação de variedades de batata que se tinham extinguido localmente mas continuam a ser mantidas em repositórios como o International Potato Center (CIP) de Lima. "Quando as batatas regressam, a cultura regressa", diz ele. "A diversidade genética e cultural estão associadas de perto."

O crescimento de culturas GM em zonas onde a diversidade genética dessas colheitas tem importância cultural significativa já é controversa há muito. Têm havido preocupações sobre a cultura de milho GM no México, por exemplo, onde também há recomendações para a proibição.

 

Mas muitos salientam que há muitas formas de reduzir os receios acerca da fuga acidental de batatas GM. Criar tipos sem sementes viáveis pode ajudar a evitar a dispersão genética. Os tubérculos podem ser obtidas assexuadamente, plantando partes da batata com 'olhos' da colheita do ano anterior. Outras variedades são obtidas através de semente.

Este mês, o CIP anunciou a criação de uma batata macho estéril resistente ao escaravelho da batateira Phthorimaea operculella. Esta variedade, de acordo com Marc Ghislain, chefe do laboratório de biotecnologia do CIP, deve reduzir os receios que os genes manipulados biotecnologicamente desta batata se espalhem.

Em 2004, um grupo liderado por Howard Atkinson, da Universidade de Leeds, trabalhou em batateiras macho estéreis e concluiu que com este método "é possível o progresso científico sem que se comprometa o princípio da precaução". O grupo já tinha observado anteriormente um fluxo de genes de batatas GM não estéreis para os seus parentes selvagens peruanos. 

 

 

Saber mais:

Association ANDES

International Potato Center press release on new potato

 

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