2004-01-19

Subject: Agricultura está a matar as aves europeias

News of the Wild

 

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Agricultura está a matar as aves europeias 

 

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A agricultura moderna na Europa reduziu os números de 24 das espécies mais comuns de aves em cerca de 1/3, em apenas um quarto de século, revela um relatório de ornitólogos europeus, incluindo membros da Royal Society for the Protection of Birds e da BirdLife International.

O relatório refere declínios mais acentuados nos países do centro e oeste europeu, regiões de cultivo intenso. Os países que vão entrar para a União Europeia no dia 1 de maio devem tirar lições desta situação. 

O estudo das tendências populacionais de aves selvagens, realizado pela RSPB, BirdLife e European Bird Census Council, é conhecido pelo indicador de aves em zonas agrícolas. Inclui informação sobre 24 espécies comuns e largamente distribuídas de aves que vivem em terrenos agrícolas de 11 países membros da União, de 5 países que se juntarão à Comunidade a 1 de Maio e da Noruega e Suíça. 

CodornizãoO indicador mostra que, em toda a Europa, de Portugal à Polónia , o efectivo de espécies como a laverna Alauda gulgula, o abibe comum Vanellus vanellus e a escrevedeira amarela Emberiza citrinella, diminuíram 1/3 desde 1980, devido à agricultura intensiva. 

Em países em que este sistema de cultivo é mais moderno, como no Reino Unido, o declínio (entre 1970 e 1999) o abibe diminuiu em 52%, a escrevedeira amarela em 53% e a escrevedeira Emberiza chrysophrys em 88%.

Os membros da BirdLife incitam a Comissão Europeia e os governos dos estados membros ou em vias de integrar a União a colocar o ambiente e a vida selvagem no centro da sua política agrícola. A RSPB diz que 150 das 453 espécies de aves regularmente encontradas na Europa dependem da aplicação de práticas agrícolas sustentáveis. 

As aves em risco mais imediato são as que são mais vulneráveis à agricultura intensiva, como o codornizão Crex egregia, o picanço de dorso vermelho Lanius cristatus e a abetarda Otis tarda

Actualmente, os países de leste ainda têm populações significativas destas aves. No entanto, se os novos membros da União não agirem de acordo com este aviso, alerta a BirdLife, ocorrerão novos declínios acentuados e mesmo extinções da fauna selvagem (...) especialmente nas áreas ainda relativamente intocadas pelos desvarios da agricultura intensiva. 

 

Graham Wynne, o chefe executivo da RSPB, comenta: os governos dos novos países membros da União devem tirar lições de países como o Reino Unido, onde o declínio de fauna selvagem dos terrenos agrícolas levou ao desaparecimento de espécies em tempos muito comuns como o pardal e o abibe de muitas áreas. Devem tirar partido dos financiamentos europeus para apoiar sistemas agrícolas que respeitem os limites ambientais, deixando espaço para a vida selvagem. 

Escrevedeira amarelaO declínio da escrevedeira foi um dos efeitos mais óbvios da industrialização da agrícola em toda a Europa. Subsídios pagos aos agricultores para maximizar a produção levaram ao seu desaparecimento da maior parte da União. Este efeito é tão marcado que se pode delinear as zonas sujeitas à política agrícola comum pela distribuição das aves num mapa. 

 

 

Saber mais:

RSPB 

BirdLife International

European Bird Census Council

Reforma da Política Agrícola Comum da União Europeia

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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