2007-07-08

Subject: Mãe doa óvulos a filha

 

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Mãe doa óvulos a filha

 

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Uma rapariga de sete anos no Canadá pode, um dia, vir a dar à luz uma meia-irmã genética.

A mãe da rapariga doou os seus próprios óvulos à filha, que nasceu com uma doença que afecta os ovários, deixando-lhe a possibilidade de ter filhos um dia mais tarde.

Melanie Boivin, uma advogada de 35 anos de idade de Montreal, garantiu a permissão legal para a doação depois de se ter apercebido que a sua filha, Flavie, não poderia ter filhos sem óvulos de uma dadora.

Flavie tem síndroma de Turner, uma doença genética rara em que falta um dos cromossomas X, levando a um mau funcionamento dos óvulos.

Este acordo legal sem precedentes significa que os óvulos podem permanecer congelados durante 20 anos, até que Flavie decida começar a sua própria família. Se ela utilizar os óvulos e tiver uma gravidez bem sucedida, o bebé daí resultante será seu meio-irmão ou irmã.

Muitas mães já foram substitutas, funcionando como barrigas de aluguer para as suas filhas, dando à luz os seus próprios netos, mas esta situação é diferente.

"Não quero obrigá-la a usar os meus óvulos, apenas quero que ela tenha uma opção", diz Boivin. "O que mais me entristeceu quando soube que Flavie tinha o síndrome foi a questão da fertilidade. Se ela precisasse de qualquer outro órgão, como um rim, eu oferecia-lho sem qualquer dúvida, foi o mesmo pensamento que levou a esta situação."

Se Flavie decidir utilizar os óvulos da mãe, as suas probabilidades de dar à luz serão boas, diz Seang Lin Tan, perito em fertilidade da Universidade McGill em Montreal que tratou Boivin. O síndroma de Turner não afecta o útero, o que significa que pode ser possível implantar um embrião depois de realizar fertilização in vitro (FIV).

 

"As hipóteses de levar uma gravidez até ao fim são muito altas", diz Tan, acrescentando que os médicos devem analisar os embriões em busca do síndrome de Turner. Apesar de genético, o síndroma de Turner geralmente não é herdado directamente pois resulta de uma anomalia na formação dos gâmetas e não de um erro cromossómico. Flavie tem uma irmã mais nova que não tem o síndroma.

Boivin assegurou a permissão legal para a doação após ganhar a aprovação do comité ético da Universidade McGill. Não há tempo limite legal no Canadá para a conservação de óvulos. No Reino Unido, por exemplo, os óvulos apenas podem ser mantidos durante 10 anos.

Flavie vai precisar de mais supervisão ética se decidir utilizar os óvulos. "É muito difícil imaginar como vou reagir quando a situação surgir", diz Boivin. "Flavie vai precisar de tomar a decisão e se quiser avançar vou apoiá-la e vou olhar para esta criança como para qualquer outro neto." 

 

 

Saber mais:

European Society for Human Reproduction and Embryology

McGill Reproductive Centre

 

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