2007-07-07

Subject: Alterações no diagnóstico da tuberculose causam confusão

 

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Alterações no diagnóstico da tuberculose causam confusão

 

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Os investigadores foram surpreendidos esta semana com a declaração, pelas autoridades sanitárias americanas, de que o advogado de Atlanta Andrew Speaker, o turista americano recentemente diagnosticado com uma estirpe mortal e resistente aos medicamentos de tuberculose, afinal não está contaminado com essa estirpe.

Apesar de um primeiro teste feito em Março ter mostrado que ele tinha contraído um estirpe extremamente resistente aos medicamentos (ERM) antes de entrar de férias, a 3 de Julho o Center for Disease Control and Prevention (CDC) reduziu a sua avaliação da sua patologia para multiresistente (MRM).

A alteração do diagnóstico é boa notícia para o paciente e para os seus companheiros de viagem pois cerca de 70% das infecções MRM são curadas, versus menos de 30% para a tuberculose ERM, mas para os médicos é apenas confuso: "Penso que todo o caso foi estranho desde o início mas este é o toque final", diz Sarita Shah, antiga epidemiologista do CDC e agora colaboradora do Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque.

A reclassificação da estirpe de tuberculose foi baseada em novos testes desenvolvidos num hospital de Denver, Colorado, onde Speaker está a ser tratado, com a utilização de amostras recolhidas entre Abril e Junho. Um laboratório do CDC de Atlanta realizou o único teste ERM positivo em Março.

O CDC continua a acreditar no seu primeiro resultado. Mitch Cohen, chefe do departamento de doenças infecciosas da agência americana, disse em conferência de imprensa que Speaker pode ter inicialmente ter sido infectado por diversas estirpes de tuberculose.

Não é invulgar um doente ser infectado por diversas estirpes de tuberculose mas os peritos dizem que seria muito invulgar que um teste não reflectisse as verdadeiras proporções destas estirpes no corpo do paciente, como alega o CDC. Muitos já pedem mais estudos científicos que determinem exactamente o que se passou neste caso.

Os peritos salientam que este estranho caso faz notar como é complicado o diagnóstico da tuberculose, o que pode ter um efeito devastador sobre o tratamento e a evolução de estirpes resistentes.

 

Nos países em vias de desenvolvimento, onde as estirpes MRM e ERM estão a predominar, instalações deficientes, pessoal não treinado e testes difíceis de replicar tornam difícil identificar a tuberculose, o que fará cada uma das estirpes.

Desta forma, os países que têm acesso aos medicamentos de segunda linha tendem a exagerar na sua utilização, para aumentar as hipóteses de cura, levando ao aumento da resistência aos antibióticos. este uso indiscriminado de medicamentos de segunda linha já é um grave problema na antiga União Soviética, China e Índia.

Igualmente devastador é a falta de utilização de medicamentos quando eles são mesmo necessários, diz Karin Weyer, directora de investigação sobre tuberculose no South African Medical Research Council da Cidade do Cabo. "Há muitos pacientes a morrer porque não há capacidade de diagnóstico."

até que testes mais económicos, simples e rigorosos para a tuberculose resistente sejam desenvolvidos, os médicos devem decidir com base na resposta de cada paciente aos medicamentos, deve-se tratar o paciente e não os resultados de laboratório. 

Cerca de 96% das infecções de tuberculose podem ser efectivamente tratadas por uma primeira linha de mistura de medicamentos. As estirpes MRM não reagem a dois desses medicamentos e as estirpes ERM resistem a pelo menos mais dois medicamentos de uma segunda linha de tratamento. Os médicos tratam estes pacientes com as opções que restam: antibióticos não testados ou cirurgia.

 

 

Saber mais:

Tuberculose pode ter exterminado lepra

Ratos podem farejar a tuberculose

Organização Mundial de Saúde - tuberculose

 

 

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