2007-07-04

Subject: SIDA causa danos ao ambiente

 

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Em destaque:

SIDA causa danos ao ambiente

 

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A alta taxa de incidência do vírus HIV na África subsaariana está a ter custos elevados para as paisagens locais, dizem os conservacionistas.

A doença está a actuar sobre as comunidades numa multitude de formas, muitas delas insuspeitas. Muitos guardas florestais e outros agentes de conservação da natureza morreram, enquanto outros estão a faltar ao trabalho para ficar em casa a cuidar dos seus familiares.

Muitas famílias perdem os membros responsáveis pelo ganha-pão do grupo e estão a voltar-se para a terra em busca de alimentos e combustíveis. Em alguns locais, a colheita de madeira para caixões já está a levar à desflorestação.

O ecologista Wayne Twine, da Universidade de Witwatersrand em Johannesburg, África do Sul, partiu em busca de dados que apoiassem o que já muitas pessoas estão a assistir na África rural, que as famílias empobrecidas pela doença e pela morte estão a deixar a electricidade e a voltar a utilizar lenha, recolhendo ervas, insectos e outros animais para complementar a sua dieta.

Twine analisou várias centenas de famílias nas zonas rurais do nordeste da África do Sul, onde cerca de uma em cada quatro pessoas é HIV positiva. A sua equipa comparou famílias intactas com outras que tinham perdido um adulto, e com outras que tinham tido uma morte devida especificamente à SIDA.

Havia uma forte correlação entre a mortalidade dos adultos e a utilização de madeira como fonte de energia. As famílias enlutadas também tinham maior probabilidade de estar a recolher e a utilizar na alimentação ervas e insectos. "Os gafanhotos são agora os nossos bifes", disse um membro de esse tipo de família à equipa de investigadores.

Falando no encontro anual da Sociedade para a Biologia da Conservação em Port Elizabeth, África do Sul, conservacionistas de muitos países partilharam informações acerca da forma como a SIDA está a afectar o mundo natural.

 

"Só na minha organização, perdemos dez membros entre 1995 e 2006", diz Daulos D. C. Mauambeta, director executivo da Sociedade para o Ambiente e Fauna Selvagem do Malawi em Limbe. "Se formos à maioria dos escritórios encontramos ficheiros com o carimbo 'falecido'."

Os parques do Malawi estão a perder cerca de 2% do seu pessoal por ano, continua ele. Um dos objectivos de Daulos é, por isso, desenvolver a industria local de forma a fornecer materiais alternativos para caixões, como o bambu.

As notícias traçam um cenário negro mas Twine consegue ver uma luz ao fundo do túnel. "Esta situação está a aumentar a importância dos apelos à conservação dos recursos comuns."

Se aqueles afectados pela SIDA têm que se voltar para a terra em busca de sustento, aumenta a pressão popular para que os habitats sejam mantidos saudáveis. 

 

 

Saber mais:

African Biodiversity Collaboration Group page on HIV and Natural Resources

 

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