2007-06-15

Subject: Irão os pandas chineses criados em cativeiro sobreviver?

 

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Irão os pandas chineses criados em cativeiro sobreviver?

 

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As autoridades chinesas confirmaram esta semana que tencionam continuar a libertar pandas criados em cativeiro na natureza, apesar da trágica morte do panda piloto do programa no início deste ano.

Nem todos os cientistas concordam com a reintrodução de pandas criados em cativeiro. Mesmo os que apoiam a reintrodução admitem que será muito difícil e só deverá funcionar após anos de tentativa e erro. A morte do panda Xiang Xiang, de cinco anos, foi trágica mas não inesperada: muitas outras se lhe seguirão.

"Os programas de reintrodução começam frequentemente com uma taxa elevada de falhanço, não é uma situação única dos pandas", diz Ron Swaisgood, director associado do departamento de conservação e investigação de espécies ameaçadas da Zoological Society de San Diego, Califórnia. "Não me parece que tenha havido alguma vez um programa de reintrodução que não apresentasse mortalidade."

Os pandas da China estão severamente ameaçados, principalmente devido à ocupação humana dos seus habitats florestais. Por esse motivo, o governo chinês organizou um programa de procriação em cativeiro, que agora tem mais de 200 pandas, segundo David Wildt, do Centro de Conservação e Investigação do Smithsonian National Zoological Park em Front Royal, Virgínia.

O governo chinês está ansioso por libertar estes pandas criados em cativeiro na natureza para tentar estimular as frágeis populações selvagens. Os cientistas e os treinadores de animais do Centro de Investigação sobre o Panda Gigante de Wolong, na província de Sichuan, passaram três anos a habituar Xiang Xiang aos habitats naturais, onde ele aprendeu a obter alimento e a construir um lar. Em Abril de 2006, libertaram o panda nas florestas de Sichuan mas este Fevereiro ele foi encontrado morto. Os cientistas chineses dizem que foi atacado por outros pandas e pode ter morrido ao tentar fugir.

A 12 de Junho, um cientista do Centro de Protecção e Investigação do Panda Gigante da China disse que a organização está a considerar a libertação de uma fêmea da próxima vez, talvez uma fêmea grávida ou uma mãe com uma cria. Esta situação pode ser melhor sucedida porque as fêmeas não são consideradas como uma ameaça, ao contrário dos machos, que têm que competir entre si pelo acesso às fêmeas.

Outros investigadores concordam que as fêmeas têm menor probabilidade de ser atacadas e uma cria reintroduzida vai ter uma melhor probabilidade de sobreviver se nascer numa área de grandes dimensões e que imite as condições naturais, diz Swaisgood: a cria seria menos dependente dos seus criadores humanos que outros pandas criados em cativeiro. "Penso que quanto mais cedo se começar a expor um panda a condições naturais, melhor será a oportunidade de as aprendizagens ocorrerem."

Sybille Klenzendorf, do WWF de Washington DC, discorda, pois considera que os programas de reprodução em cativeiro são caros e que o dinheiro é melhor empregue na conservação dos habitats selvagens. Existem cerca de 1600 pandas na natureza e o governo chinês já protegeu cerca de 60% do que resta do seu habitat mas pode proteger mais, diz ele. "A reintrodução é muito cara e o dinheiro era mais útil se usado na conservação dos pandas selvagens. Se se proteger o habitat e impedir a caça furtiva."

Wildt contrapõe que os pandas selvagens não se reproduzem com suficiente rapidez para manter uma população saudável, logo é necessário manter ambas as estratégias, de conservação e procriação. 

 

"A população selvagem está tão fragmentada que não capazes de se manter por si na natureza", diz Wildt. "Não é uma competição, precisamos de nos focar nos pandas gigantes na natureza mas ao mesmo tempo os chineses percebem que as populações em cativeiro são valiosas, como recurso científico e como rede de segurança." 

 

Outras Notícias:

Encontrada bomba do século XIX em baleia

Os cientistas recuperaram um fragmento de bomba no corpo de uma baleia, o que sugere que o animal já nadava nos oceanos pouco tempo depois da Guerra Civil Americana.

O fragmento é parte de uma bomba de detonação retardada que foi introduzida no mercado em 1879 e fabricada até 1885.

Os cientistas dizem que é raro encontrar uma baleia com mais de 100 anos mas acreditam que algumas possam viver até aos 200 anos.

A baleia corcunda foi abatida por caçadores indígenas ao largo do Alasca como parte da sua quota de subsistência e os peritos pensam que o ferimento deve ter sido infligido por volta de 1890.

No entanto, a historiadora Catherine Utley considera que os caçadores do século XIX não se teriam preocupado com uma baleia jovem, logo é possível que o animal já nadasse pelos mares há uns bons anos antes dessa data.

Segundo os peritos, ter o fragmento alojado na omoplata deve ter sido desconfortável para a baleia mas o animal deve ter-se habituado. O pedaço cónico com cerca de 9 cm de comprimento, estava embebido no músculo da zona do ombro.

Os caçadores indígenas têm uma quota de animais a abater, parte da excepção à moratória sobre a caça comercial à baleia que está em vigor há mais de 20 anos. 

 

 

Saber mais:

Chengdu Research Base of Giant Panda Breeding

 

 

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