2004-01-17

Subject: Descoberta a chave química da picada do mosquito

News of the Wild

 

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Em destaque:

Descoberta a chave química da picada do mosquito

 

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Foi encontrada a molécula química presente no suor, crucial para a atracção do mosquito que espalha a malária a picar as suas vítimas humanas. Investigadores americanos de Yale e Vanderbilt acreditam que o conhecimento desta molécula e da forma como funciona pode levar ao surgimento de novos sprays e armadilhas anti-mosquito. 

A malária é causada por um parasita microscópico transportado pelo mosquito e passado de pessoa a pessoa de cada vez que o animal toma uma refeição de sangue. Apenas as fêmeas picam o Homem, descobrindo a sua presa principalmente através do olfacto, sentindo o alvo a centenas de metros de distância. Como isto era possível era um mistério, até agora. 

A equipa de investigadores identificou com precisão o mecanismo químico desta atracção: basta um ligeiro aroma a suor humano para provocar uma reacção nas células nervosas das antenas do mosquito. 

O químico presente no suor responsável por esta atracção é designado 4-metilfenol e os investigadores encontraram agora os receptores específicos para essa molécula, por sua vez chamados AgOr1. Um segundo tipo de receptor, AgOr2, parece responder a um outro componente do suor, o 2-metilfenol. 

John Carlson, da Universidade de Yale, explica: estes receptores apenas são encontrados nos mosquitos fêmea, algo muito interessante, pois apenas estas picam o Homem. Este estudo aumenta a esperança de um avanço no combate à malária. 

Estudos prévios mostraram que o suor humano contém cerca de 350 compostos aromáticos, pelo que determinar quais os que desempenham papéis importantes será uma tarefa longa. No entanto, os investigadores pensam que os resultados agora conseguidos podem ajudar à criação de sistemas de captura de mosquitos e repelentes mais eficazes. 

Descobrir as moléculas atractivas é só metade da figura, porque não existem evidências que os mosquitos considerem algum dos outros químicos humanos repelentes mas é algo que queremos verificar, comenta o co-autor do estudo Laurence Zwiebel.

Repelentes mais eficazes podiam representar um papel importante na redução das mortes por malária e outras doenças causadas por mosquitos, como encefalite, vírus do Nilo, febres de Dengue, hemorrágica e amarela, entre outras. 

Em África, o mosquito Anopheles gambiae é o principal transportador do parasita da malária Plasmodium falciparum, o mais perigoso dos 4 tipos diferentes de parasitas da malária. Existem pelo menos 300 milhões de casos agudos de malária por ano, a nível mundial, que resultam em mais de um milhão de mortes. Cerca de 90% dessas mortes ocorrem em África, principalmente em crianças pequenas. 

 

Outras Notícias:

À volta do mundo em nome do albatroz

 

Em cada Primavera, quando o primeiro albatroz real regressa à Nova Zelândia após a sua jornada anual no oceano Antárctico, os sinos das igrejas tocam para assinalar o seu retorno. Mas os cerca de 150 albatrozes reais que nidificam na única colónia continental conhecida, estão, como muitos outros, em perigo. 

O pouco cuidado dispensado às cerca de 2 dúzias de espécies de albatrozes levou o marinheiro inglês John Ridgway a fazer uma viagem à volta do mundo, chamando atenção para a importância da sua conservação. Trata-se basicamente de dois reformados velejando à volta do mundo para salvar o albatroz, comenta Ridgway, que viaja com a sua mulher e uma tripulação de voluntários. 

No entanto, os tripulantes do English Rose VI também têm como objectivo recolher assinaturas numa petição às Nações Unidas, onde se pede que sejam tomadas medidas contra a pesca pirata. A organização conservacionista BirdLife International considera que a pesca pirata nos mares do sul mata mais de 100000 aves marinhas, incluindo dezenas de milhar de albatrozes, por ano. A pesca de linha, de modo geral, mata 300000 aves marinhas por ano, incluindo 100000 albatrozes. 

De acordo com a Lista Vermelha de espécies ameaçadas, 2 espécies de albatrozes estão criticamente ameaçadas, 7 estão ameaçadas e 10 são vulneráveis. 

O Tratado para a Conservação de Albatrozes e Petréis deve entrar em vigor em Fevereiro de 2004, e obriga os seus signatários a reduzir as perdas por linhas de pesca e a traçar planos para reduzir outras ameaças, como perda habitat, poluição, ratos, gatos e outros animais introduzidos nos locais de nidificação, etc. A campanha pretende levar outras nações a assinar este tratado. 

 

 

Saber mais: 

Malaria Foundation International

World Health Organisation - Malaria

Peixes "devoram" malária na Índia

Albatross Petition

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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