2007-06-04

Subject: Bebés reagem à vacina anti-gripe da mãe

 

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Bebés reagem à vacina anti-gripe da mãe

 

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Quando uma mãe grávida recebe a recomendada vacina da gripe, não é só o seu sistema imunitário que fica activado para combater o vírus. O seu feto também consegue montar uma resposta imunitária contra a gripe, dizem os investigadores americanos responsáveis por este novo estudo.

A descoberta contradiz a visão estereotipada do sistema imunitário fetal. Há mais de 50 anos que este é considerado muito fraco, capaz de algumas respostas básicas mas não das elegantes e altamente específicas defesas que se podem encontrar no adulto.

No entanto, a investigadora de alergias Rachel Miller, da Universidade de Columbia em Nova Iorque, descobriu que cerca de um terço dos bebés nascidos a partir de mães vacinadas estavam equipados com células especificamente designadas para combater o vírus da gripe.

"Isto indica que o bebé tem um sistema imunitário muito desenvolvido no momento em que nasce", diz o imunologista William Burlingham, da Universidade de Wisconsin em Madison.

Se as células imunitárias são suficientes para combater a infecção pelo vírus ainda não foi determinado mas a sua existência mostra que o sistema imunitário neonatal pode produzir células para combater antigénios específicos.

As descobertas podem ter importantes consequências para a saúde de bebés que se tornam resistentes à gripe, diz Ofer Levy, médico e imunologista da Harvard Medical School. "Isto lança a possibilidade de se puder optimizar as vacinas, de forma a pudermos proteger tanto a mãe como o recém-nascido."

Alguns investigadores acreditam que a exposição no útero a antigénios de, por exemplo, alimentos específicos ou fumo de cigarro, pode afectar o desenvolvimento de alergias numa fase posterior. 

Mas Miller apela à cautela antes de se extrapolar os seus resultados para outro tipo de antigénio. "Este foi um estímulo muito forte", diz Miller da vacinação, "por isso não sabemos até que ponto se pode generalizar."

O sistema imunitário fetal era considerado fraco porque os recém-nascidos são altamente susceptíveis a infecções e têm poucas das células imunitárias envolvidas no reconhecimento de antigénios específicos. Para além disso, diz Burlingham, os investigadores estudam frequentemente a questão em ratinhos, que apresentam um sistema imunitário menos desenvolvido ao nascer que os humanos.

 

Recentemente, surgiram algumas evidências de que o sistema imunitário neonatal é mais sofisticado do que se pensava mas é difícil detectar linfócitos T específicos para um dado antigénio e trabalhos anteriores usaram técnicas posteriormente criticadas pela sua falta de especificidade.

Para detectar o sistema imunitário do bebé Miller utilizou uma molécula fluorescente que imita o antigénio e que fica iluminada quando a célula imunitário específica a ela se liga.

Os investigadores analisaram sangue do cordão umbilical de bebés nascidos de mulheres que tinham sido vacinadas contra a gripe durante o segundo ou terceiro trimestre de gestação e descobriram que cerca de um em cada três bebés tinham produzido anticorpos e linfócitos T específicos para atacar o vírus da gripe.

As células continham sequências proteicas codificadas por DNA herdado do pai, eliminando a possibilidade de as células provirem directamente da mãe. Os resultados foram publicados na mais recente edição da revista Journal of Clinical Investigation.

"Isto diz-nos que os antigénios introduzidos na mãe através da vacina foram transferidos para o bebé e que o sistema imunitário do bebé reagiu a eles", diz Burlingham. "Existe aqui o potencial de que estes bebés tenham uma imunidades mais útil." Burlingham referiu ainda que o seu laboratório já obteve resultados semelhantes usando outros antigénios. 

 

 

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