2007-06-01

Subject: Japão ameaça abandonar IWC

 

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Japão ameaça abandonar IWC

 

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O Japão está a considerar a possibilidade de abandonar a Comissão Internacional de Caça à Baleia e fundar uma organização rival, situação que foi despoletada pela recusa dos países do bloco anti-caça em discutir uma pequena quota de caça comercial para as comunidades costeiras japonesas.

Mas também é verdade que o Japão já fez a mesma ameaça em anos anteriores.

Os grupos ambientalistas  dizem que a reunião dedicou muito pouca atenção às questões importantes, como o número de cetáceos que são mortos em colisões com navios ou são afectados pelas alterações climáticas.

Após assegurar uma estreita maioria de membros no encontro do ano passado, a primeira maioria em 20 anos, os países pró-caça encontraram-se novamente em minoria este ano e perderam vários votos chave.

Uma campanha de recrutamento realizada por países europeus e sul-americanos ao longo do último ano trouxe mais membros para o bloco anti-caça da IWC.

Após sinais iniciais de que ambos os lados estavam em busca de diálogo e cooperação, a Comissão encerrou o seu encontro anual de 4 dias com a agrimónia familiar.

A prioridade do Japão neste 59º encontro da IWC era assegurar uma pequena quota de capturas comerciais de baleias anãs para as suas 4 comunidades costeiras com um historial e uma cultura associadas à caça à baleia.

Os países anti-caça consideraram esta situação uma quebra da moratória de 21 anos sobre a caça comercial, situação que a delegação japonesa considerou um desapontamento.

"Não estávamos à espera que só houvesse linguagem educada e diálogo mas os primeiros passos para um compromisso mutuamente aceitável e não foi o que aconteceu", comentou o comissário adjunto japonês Joji Morishita.

O Japão tinha proposto rever o seu plano de incluir as baleias corcundas, um aspecto prioritário para a Nova Zelândia e para a Austrália, no seu programa de caça no Antárctico, um programa que desenvolve em nome da investigação científica.

Morishita sugeriu que depois da recusa da Austrália e da Nova Zelândia em conversar sobre um compromisso a caça às baleias corcundas vai mesmo avançar, ainda que com algumas revisões.

A decisão japonesa de deixar a IWC pode ser um golpe importante para a relevância da organização, pois é actualmente a maior nação baleeira do mundo. Alguns grupos conservacionistas, no entanto, vêm a ameaça como uma arma negocial.

Outro comissário adjunto, Akira Nakamae, declarou que a possibilidade de estabelecer uma organização rival era uma possibilidade. "Estamos muito interessados na ideia de realizar um encontro preparatório para a criação de uma organização de conservação e gestão de cetáceos que possa ser uma substituta da IWC", diz ele.

 

No entanto, com o estatuto da IWC de entidade soberana sobre as actividades baleeiras, não é claro que estatuto pode a nova organização ter.

Os conservacionistas ficaram de modo geral satisfeitos com a aprovação da resolução que reafirma a moratória sobre a caça comercial e com a condenação da caça com fins científicos mas alguns consideram que temas cruciais para o bem-estar dos cetáceos tiveram demasiado pouco tempo de antena.

"Não se passou tempo nenhum a discutir os 3288 cetáceos que morreram por todo o mundo enquanto o encontro decorria em Anchorage devido ao impacto humano, como colisões com navios, poluição, capturas secundárias e alterações climáticas", refere Junichi Sato da Greenpeace.

Alguns dos cetáceos mais ameaçados como o golfinho do rio Yangtze, que os cientistas já declararam 'efectivamente extinto' não estão incluídos no mandato da IWC. Das espécies que estão, as mais ameaçadas são as baleias francas do Pacífico e Atlântico norte, de que restam apenas algumas centenas em cada localização. As populações foram reduzidas pela caça mas actualmente a principal ameaça são as colisões com navios.

Muitos delegados e observadores de vários pontos de vista acreditam que a IWC precisa de reformas urgentes. Os membros concordaram em realizar um encontro especial no espaço de 6 meses para examinar alternativas para avançar.

A Holanda é um dos motores por trás das tentativas de reforma e o seu comissário Giuseppe Raaphorst vê motivos para optimismo. "Ainda temos que trabalhar para nos aproximarmos e espero que não se fale apenas de princípios mas que surjam acordos práticos para controlar a caça à baleia."

A controversa moção dinamarquesa para aumentar a caça de subsistência para as suas comunidades Inuit na Groenlândia foi aprovada por uma pequena maioria, o que permite um ligeiro aumento das capturas de baleias anãs e, com restrições, a inclusão de baleias boreais pela primeira vez. 

 

 

Saber mais:

IWC

IWC condena o programa de capturas 'científicas' do Japão

Alterações climáticas afectam gravemente cetáceos

Conversações conciliatórias no encontro da IWC

 

 

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