2007-05-31

Subject: IWC condena o programa de capturas 'científicas' do Japão

 

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IWC condena o programa de capturas 'científicas' do Japão

 

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A Comissão Internacional de Caça à Baleia (International Whaling Commission ou IWC) aprovou uma resolução que condena o programa de caça à baleia com fins científicos realizada pelo Japão no Antárctico. 

O Japão captura perto de mil baleias por ano em nome da investigação mas após um debate acrimonioso grande número de países recusou votar, alegando que a resolução era ilegítima. No entanto, houve consenso no apoio a uma moção que censurava os grupos conservacionistas que tentaram prejudicar o programa Antárctico do Japão.

Tanto a Greenpeace como a Sea Shepherd Conservation Society tentaram bloquear o programa nos últimos anos, culminando com uma gravosa colisão entre navios japoneses e da Sea Shepherd na última estação do programa Antárctico, situação em que ambas as partes atribuem a culpa aos outros intervenientes.

Esta situação foi praticamente o único sinal de acordo num dia marcado pelas posições radicais e posturas políticas habituais que têm vindo a minar a organização já há vários anos.

Qualquer membro da IWC tem o direito de caçar baleias com fins científicos mas os países anti-caça consideram que a dimensão e objectivos dos programas japoneses no Antárctico e Pacífico norte vão bem para além do que foi estipulado quando na constituição da IWC se estabeleceu a International Convention for the Regulation of Whaling, em 1946.

Da mesma forma, resoluções a apelarem ao fim da caça com fins científicos têm-se materializado regularmente.

"Todas as capturas científicas são uma mancha no historial desta comissão", comentou o comissário do Mónaco Frederic Briand. "A melhor coisa que o Japão pode fazer é reduzir a dimensão dos seus programas de capturas com fins científicos por todo o mundo.

O comité científico da IWC reviu recentemente o programa Antárctico japonês e o ministro da conservação da Nova Zelândia Chris Carter não ficou impressionado com as conclusões. Os caçadores japoneses "mataram 7 mil baleias ao longo de 18 anos e não conseguem sequer concluir quantas baleias existem", indignou-se ele.

Esta declaração marcou um contraste acentuado com a do comissário de St Kitts Cedric Liburd, que disse: "Esta investigação forneceu importantes dados que nos permitiram compreender a estrutura e a abundância das populações de baleias. Considero esta resolução extremamente perturbadora, vexatória e irrelevante de muitas formas. É pura e simplesmente frívola, sem qualquer função e significado."

Virtualmente todo o bloco pró-caça se absteve de votar, o que levou a uma maioria de 40 a 2, mas não faz nenhuma diferença do ponto de vista prático pois o Japão não está obrigado a cumprir a resolução.

 

Ainda assim, a resolução é vista pelos grupos conservacionistas como uma arma importante na batalha pelos corações e pelas cabeças.

As organizações ambientalistas Greenpeace e Sea Shepherd tornaram-se alvos elas próprias na resolução coordenada pelo Japão e a Nova Zelândia. Até agora foi o único sinal concreto de uma posição comum que ambos os lados diziam buscar antes do início do encontro anual da IWC.

A resolução, que diz que os governos membros "não aprovam e de facto condenam qualquer acção que coloque em risco vidas humanas e propriedade relacionadas com as actividades dos navios no mar" foi aprovada por consenso.

"Nós mantemos que os nossos protestos são pacíficos e não violentos", comentou Shane Rattenbury da Greenpeace International. "A Greenpeace tem 35 anos de história como organização não-violenta mas tenho a certeza que o governo japonês vai tentar atirar-nos à cara e dizer 'não deviam realizar esses protestos'."

O registo da Sea Shepherd é bastante diferente, tendo já sido implicada em diversos ataques a navios baleeiros no espaço de mais de duas décadas. É esse motivo porque a Greenpeace está autorizada a fazer parte da reunião e a Sea Shepherd não.

Partes da resolução também podem ser interpretadas como remoque para o Japão, particularmente as frases "ter atenção a protecção ... do frágil ambiente Antárctico".

 

 

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