2007-05-28

Subject: Conversações conciliatórias no encontro da IWC

 

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Conversações conciliatórias no encontro da IWC

 

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O encontro anual da Comissão Internacional de Caça à Baleia (em inglês IWC) tem início no Alasca com um novo espírito de conciliação. Países a favor e contra a caça comercial à baleia, incluindo o Japão, querem cooperar sempre que for possível.

A moratória sobre a caça comercial à baleia já dura à 21 anos e não vai ser alterada nesta reunião pois os países anti-caça parecem estar em clara maioria.

No entanto, é provável que haja conflitos relativos à caça com alguns povos nativos. As licenças de caça aborígenes (ou de subsistência) são atribuídas a grupos que se considerem historicamente fortemente ligados à caça e com necessidade comprovada de carne de baleia.

A Groenlândia pretende expandir a escala da sua caça indígena e passar a incluir, pela primeira vez, baleias corcundas. Dado que muita da carne é vendida, há preocupações que se esteja muito próximo de uma situação de caça comercial.

Mas os Estados Unidos estão desesperados pela renovação das quotas dos seus próprios grupos indígenas no Alasca, e pode ser politicamente difícil, com os seus aliados anti-caça, opor-se à proposta da Groenlândia.

"Há muita discussão sobre a Groenlândia e outros países, de forma a ver se conseguimos algum tipo de compromisso que possamos apoiar", comenta o comissário americano Bill Hogarth. "Percebemos que é importante para a Groenlândia mas temos que ser cuidadosos relativamente às espécies que vamos caçar e se foi apresentada justificação científica."

No ano passado, o lado a favor da caça teve o seu primeiro triunfo em 20 anos com a aprovação, por apenas um voto de diferença, de uma moção que apelava a uma eventual retoma da caça comercial à baleia.

Este ano, o equilíbrio de poder alterou-se, com novos membros como a Croácia, Chipre, Equador, Grécia e Eslovénia a pender para o lado anti-caça, enquanto apenas o Laos se apresenta como potencial apoiante da retoma da caça.

Nos anos mais recentes, a IWC tem estado dividida ao nível mais fundamental entre estes dois grupos, com as reuniões marcadas por linguagem emocional e muitas vezes mesmo agressiva.

As conversações preliminares antes desta reunião parecem ter um espírito muito mais conciliatório, com os delegados de ambas as partes a mencionarem a intenção de se encontrar um terreno comum.

"A caça comercial vai continuar de alguma maneira, em países como a Noruega, Islândia, Japão e mesmo os Estados Unidos e a Rússia (através dos seus povos indígenas), sem que haja verdadeiro controlo por parte da IWC", diz o comissário assistente do Japão Joji Morishista. "Temos apenas duas hipóteses, não fazer nada e continuar a lutar na IWC para sempre ou ter uma caça comercial controlada. Penso que deve ser claro que a caça comercial controlada é muito melhor do andarmos a discutir uns com os outros."

 

A última vez em que as quotas indígenas surgiram para revisão, há cinco anos, o Japão bloqueou a sua aprovação em protesto contra a recusa de uma autorização semelhante para as suas próprias comunidades costeiras mas já disse que não o fará desta vez.

O Japão pediu, no entanto, que as suas comunidades costeiras tenham autorização para caçar um pequeno número de baleias anãs comercialmente, com a carne a ser distribuída localmente. Em troca, iria subtrair um número semelhante de baleias às suas práticas de caça, que conduz sob a bandeira da investigação científica.

Também tenciona obter uma resolução firme contra a Sea Shepherd Conservation Society que perturbou a caçada japonesa de 2006-7 na Antárctica, abalroando um dos navios japoneses.

Num primeiro sinal concreto de aproximação, o Japão está a trabalhar numa resolução conjunta com a Nova Zelândia, um dos seus críticos mais severos relativamente à chamada caça à baleia com fins científicos.

Muitos grupos conservacionistas estão profundamente descontentes com a mensagem de compromisso e reconciliação, bem como com a possibilidade de países anti-caça comercial aceitarem algo menos que a aplicação e reforço da proibição global actual à caça comercial e com fins científicos.

"Eu tinha a impressão que já tínhamos um santuário para as baleias a nível global, devido à moratória", refere Andy Ottaway, da organização inglesa de defesa das baleias Campaign Whale, "logo parece-me deprimente que estejamos a debater se vamos ter meio santuário." 

 

 

Saber mais:

IWC

Campaign Whale

 

 

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