2007-05-13

Subject: Milhares de aves morrem de fome na Coreia do Sul

 

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Milhares de aves morrem de fome na Coreia do Sul

 

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Dezenas de milhares de aves migratórias estão a enfrentar a morte por inanição na Coreia do Sul, revela a organização conservacionista inglesa Royal Society for the Protection of Birds (RSPB). A organização diz que um projecto de drenagem de terras pantanosas destruiu zonas húmidas cruciais para as aves na sua migração da Ásia para os seus terrenos de nidificação no Árctico.

Sem os alimentos da zona húmida de Saemangeum, na costa leste da Coreia do Sul, muitas das aves não irão sobreviver à jornada.

Duas espécies já ameaçadas de aves de zonas húmidas enfrentam agora a extinção devido a estas alterações: acredita-se que existam menos de mil pilritos-colhereiros Eurynorhynchus pygmeus e de perna-verde de Nordmann (também chamados perna-verde pintados) Tringa guttifer adultos na natureza.

A RSPB e outros grupos conservacionistas estão a salientar os problemas ambientais de Saemangeum para assinalar o Dia Mundial das Aves Migratórias.

A zona de Saemangeum foi em tempos uma zona húmida estuarina na costa sul da Coreia, no Mar Amarelo. Era uma importante zona de alimentação para cerca de 400 mil aves migratórias na sua viagem de 24 mil Km, ida e volta, entre a Ásia e o Alasca e a Rússia.

Mas há 15 anos, o governo revelou o plano para a maior drenagem de terras do mundo, com o objectivo de drenar o estuário para criação de terrenos férteis para o cultivo de arroz.

Depois de uma sucessão de desafios legais por parte dos conservacionistas, a parede que isola a zona do mar, com 33 Km de comprimento, foi finalmente encerrada há um ano.

Desde então, de acordo com a RSPB, as vastas zonas húmidas foram substituídas por terrenos áridos em que as plantas e os bivalves que delas dependam foram destruídos, com o óbvio resultado de milhares de aves estarem a morrer de fome.

 

"O que perdemos aqui foi uma das jóias da coroa dos habitats de zonas húmidas", diz Sarah Dawkins, que está a seguir o impacto da parede que impede a entrada do mar sobre as aves. "O Mar Amarelo é um ponto de paragem de extrema importância para as aves provenientes de lugares tão distantes como a Nova Zelândia e a Austrália para os seus terrenos de nidificação no Árctico. Saemangeum era um dos locais mais importantes no Mar Amarelo."

Dawkins refere que as aves dependiam da zona de marés de Saemangeum como local onde podiam aterrar e "reabastecer" após um voo de nove dias desde a Nova Zelândia.

"É algo como perder uma estação de serviço numa auto-estrada e o nosso carro ficar sem gasolina antes da próxima."

Apesar dos danos, Dawkins considera que ainda há esperança para as zonas húmidas se as portas construídas na muralha forem abertas.

"Isso iria restaurar alguns hectares de sistema estuarino no interior de Saemangeum e isso pode ser algo fundamental para ajudar as aves. As aves ainda cá estão e vão continuar a vir, precisamos mesmo de tentar salvar parte do seu habitat."

Dawkins refere ainda que é criticamente importante montar um esforço global para salvaguardar outros estuários na zona envolvente a Saemangeum, um dos quais o governo sul-coreano já está a planear drenar. 

 

 

Saber mais:

RSPB

 

 

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