2007-05-12

Subject: Inalar Cannabis sem o fumo pode ser solução médica

 

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Inalar Cannabis sem o fumo pode ser solução médica

 

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Vaporizar as folhas da Cannabis em vez de as queimar pode libertar o princípio activo da droga de forma igualmente eficaz mas evitando as toxinas perigosas inaladas ao fumar, revela um estudo piloto. Este resultado pode ser uma óptima notícia para os utilizadores terapêuticos da marijuana. 

Os benefícios potenciais da marijuana incluem o alívio de dores para os doentes de esclerose múltipla, tratamento para o glaucoma, estimular do apetite em pacientes com SIDA e anti-naúsea para pessoas que fazem quimioterapia. No entanto, o fumo não é uma boa forma de introduzir a droga no corpo devido aos seus efeitos nefastos, como cancro do pulmão e doenças cardíacas, superarem os méritos da marijuana na maioria dos casos (excepto os doentes terminais).

Em vez de fumar, muitos usam as folhas para fazer chá ou bolinhos mas isto significa que os agentes activos são metabolizados pelo fígado em vez de entrarem inalterados em circulação. Outros têm se focado na extracção dos ingredientes activos, como o tetrahidrocanabinol (THC), e introduzi-los sozinhos num comprimido ou num spray oral. No entanto, muitos pensam que os ingredientes isolados não são tão eficazes como a planta, para além de serem mais difíceis de personalizar para os doentes.

Donald Abrams, da Universidade da Califórnia, San Francisco, decidiu investigar os benefícios do vaporizador 'Volcano', um dispositivo que aquece as folhas de marijuana a uma temperatura entre os 180 e os 200°C de forma a que o THC seja libertado dos óleos da superfície da folha, sem qualquer tipo de combustão.

Estudos prévios mostraram que as toxinas perigosas libertadas através do fumo, como o monóxido de carbono, o benzeno e uma série de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (muitos dos quais são carcinogénicos conhecidos), não se produzem nestes aparelhos.

O estudo de Abrams é o primeiro a comparar os efeitos de fumar e vaporizar Cannabis em humanos. "Fomos capazes de introduzir uma quantidade mais ou menos equivalente de THC na circulação", diz ele. A principal diferença entre os dois métodos é que o THC parece ser absorvido mais depressa através do vaporizador. "Os efeitos farmacológicos e fisiológicos são comparáveis", diz ele, ainda que reste verificar se são biologicamente equivalentes.

Os primeiros estudos que salientam as vantagens da utilização de vaporizadores foram publicados há mais de 5 anos mas a investigação tem sido lenta, em parte porque há apenas uma fonte de investigação aprovada nos Estados Unidos (o Instituto Nacional de Abuso de Drogas) que os críticos acusam de dirigir a investigação com base numa agenda política. 

Laura Bell, da Sociedade de Esclerose Múltipla do Reino Unido, diz que apoia a investigação com cannabinóides para pessoas com a doença. "Fumar Cannabis resulta na exposição a muitos compostos tóxicos, logo é bem-vinda investigação sobre métodos melhores e mais seguros."

As folhas de Cannabis não são as únicas adequadas a um vaporizador. Outras preparações de ervas, como eucalipto e camomila, também podem ser usadas, bem como outras plantas com propriedades medicinais nos compostos voláteis das folhas. 

 

Outras Notícias:

Activistas dos direitos dos animais ganham uma e perdem outra

A polícia desmantelou um grupo de activistas de defesa dos direitos dos animais que actuava no Reino Unido, Bélgica e Holanda. Muitas das 32 pessoas presas estavam ligadas a campanhas contra o laboratório do Cambridgeshire Huntingdon Life Sciences, que tem sido alvo de ataques nos últimos anos, tal como o novo laboratório biomédico da Universidade e Oxford.

Nove pessoas foram acusadas de diversos crimes, mas a maioria acabou por ser libertada sob fiança.

Numa situação não relacionada, o Centro Europeu de Validação de Métodos Alternativos (ECVAM) aprovou quatro testes de toxicidade in vitro que vão ajudar a substituir os infamemente famosos testes de Draize que usam coelhos vivos para avaliar a capacidade de substâncias químicas para causar irritação na pele e nos olhos.

Os novos testes utilizam culturas de pele humana e olhos de galinha ou vaca obtidos nos matadouros. A ECVAM também aprovou testes in vitro para alergias na pele que substituem testes feitos com ratos.

A nova legislação europeia exige testes de segurança completos a mais de 10 mil químicos que estão no mercado há mais de 25 anos. Os cinco novos testes podem vir a salvar um total de mais de 50 mil coelhos e 240 mil ratos de laboratório durante este processo.

Este número, ainda que impressionante, é modesto comparado com o objectivo de outro teste ainda em fase de desenvolvimento, que tenciona reduzir o número de ratos de laboratório usados em testes de toxicidade reprodutiva, de 3200 por teste para 1200.

 

 

Saber mais:

Cannabis "Vaporization"- A Promising Strategy for Smoke Harm Reduction

Vídeo - Utilização médica da Marijuana com o vaporizador Volcano

"Recuperação milagrosa" mostra resistência do cérebro

Marijuana pode fazer o cérebro crescer

 

 

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