2007-05-11

Subject: Mercados asiáticos dinamizam comércio de marfim ilegal

 

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Mercados asiáticos dinamizam comércio de marfim ilegal

 

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O comércio ilegal de marfim está em expansão, conduzido pelas mafias do leste asiático, revela o relatório sobre o comércio de vida selvagem da Traffic. 

Os sindicatos do crime recolhem o marfim em África e exportam-nos para países asiáticos, onde o mercado mais importante é a China continental, ainda que também exista comércio significativo em países como a Tailândia e as Filipinas.

A Traffic refere que há 92 apreensões de marfim ilegal todos os meses e o número de capturas de grandes volumes de material duplicou no espaço de uma década.

O relatório será apresentado na reunião do próximo mês da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), onde os defensores da vida selvagem esperam conseguir pressionar os governos desses países.

"A questão relevante é se a CITES vai ser eficaz ou não, se os governos vão demonstrar vontade política ou não", diz Sue Lieberman, directora do programa global das espécies do WWF, que dirige a Traffic em conjunto com a World Conservation Union (IUCN). "O mercado asiático é a chave. Está novamente florescente na Tailândia e muitos dos negócios chineses deslocaram-se para África, por exemplo as companhias madeireiras, o que significa que mais mais marfim vem a caminho."

A Traffic baseia os seus relatórios em análises de cerca de 12400 registos de apreensões de marfim em 82 países desde 1989 e que fazem parte do Elephant Trade Information System (ETIS).

O relatório identifica claramente a Republica Democrática do Congo, os Camarões e a Nigéria como as principais fontes de marfim ilegal.

"Com a miríade de conflitos que aí decorrem, a África central está a sofrer uma permanente hemorragia de marfim", refere Tom Milliken, director do programa africano da Traffic. "Estes três países são os principais condutores do tráfico de marfim ilegal da região para os mercados internacionais, particularmente na Ásia."

 

O número de apreensões caiu entre 1990 e 1995, mas desde então tem vindo a subir novamente.

O número de apreensões volumosas, acima de uma tonelada, também subiu, o que Lieberman acredita "demonstrar uma maior sofisticação, organização e financiamento".

A China é identificada como o maior mercado singular, apesar de a Traffic referir que o reforço da aplicação da lei melhorou marcadamente nos últimos cinco anos.

Do lado africano, a organização conservacionista salienta pela positiva a Etiópia por ser o país que mais efectivamente implementou um plano de acção delineado pela CITES há 4 anos para acabar com o seu mercado doméstico de marfim.

 

 

Saber mais:

Traffic

WWF species programme

CITES

Comércio electrónico ameaça espécies raras

DNA ajuda a localizar caçadores furtivos

Mercado de marfim floresce na África ocidental

 

 

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